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A qualidade da água é um fator essencial para a saúde pública, o desenvolvimento social e a preservação ambiental. O olhar sobre o cuidado com a qualidade da água consumida pela população é atribuição do Sistema Único de Saúde através das Vigilâncias Sanitárias Municipais e do Programa de Vigilância da Qualidade de Água para o Consumo Humano (Proágua). O Proágua tem por referências legais básicas a Portaria GM 888/2011 e a Resolução SS-65/2005, que estabelecem nos níveis federal e estadual, respectivamente, os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. No âmbito municipal, garantir que a água distribuída à população seja segura depende da atuação integrada de diferentes setores do poder público e da sociedade. Dessa forma, a interlocução entre esses setores torna-se fundamental para prevenir riscos, monitorar a qualidade da água e promover ações eficazes de saneamento básico.
Evidenciar o papel da Vigilância Sanitária no controle da potabilidade da água e a interlocução com outros setores.
O monitoramento da qualidade da água é realizado através da coleta e análise de amostras de água semanalmente pela equipe da Vigilância Sanitária e encaminhada ao Instituto Adolfo Lutz (IAL) conforme calendário enviado anteriormente aos municípios. São avaliados, além dos parâmetros microbiológicos Coliformes Totais e Escherichia coli, os seguintes parâmetros físico-químicos: teor de cloro residual livre, cor, pH, turbidez e flúor. Após o recebimento dos laudos, esses são enviados à Secretaria de Água e Esgoto, responsável pela captação, tratamento e distribuição de água potável, para ciência e providências necessárias, e também para a Coordenação de Saúde Bucal, responsável pela avaliação dos teores de flúor da água distribuída aos munícipes.
Foram coletadas 180 amostras no ano de 2025, ou seja, foi atendido integralmente o calendário enviado. O sucesso das coletas só e possível com a organização da equipe, a logística que envolve veículo de transporte da equipe e motorista, e apoio da gestão para o cumprimento das metas.
A atuação isolada de cada setor não é suficiente para garantir a qualidade da água. A comunicação e o trabalho conjunto permitem respostas rápidas a situações de risco, compartilhamento de informações técnicas, planejamento mais eficiente, e redução de impactos ambientais e sanitários. A interlocução fortalece a tomada de decisões e promove políticas públicas mais eficazes e integradas. Garantir a qualidade da água no município é uma responsabilidade compartilhada que exige a interlocução contínua entre os setores de saúde, saneamento, meio ambiente, gestão pública e sociedade civil. A integração dessas áreas contribui para a proteção da saúde da população, a preservação dos recursos hídricos e a promoção do desenvolvimento sustentável.
Monitoramento da água, colaboração intersetorial
ARACI GRECCA ANDRADE, CESAR KINITI KONTA, JAQUELINE FRANCISLAINE DE MELO RODRIGUES, LÍVIA MARIA BUFOLIN, ROZEANI OLIMPIO TOMÉ