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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o Dispositivo Eletrônico para Fumar (DEF) vêm atraindo os jovens por meio de estratégias de marketing e forte apelo tecnológico. Segundo dados do Vigitel (2023), cerca de 2,1% da população adulta brasileira declarou uso de DEF, com maior prevalência entre jovens. Dados do Ministério da Saúde indicam um aumento de 25% no número de fumantes no Brasil entre 2023 e 2024, acendendo um alerta para o crescente consumo de DEF e seus potenciais riscos à saúde. Nesse contexto, desenvolver ações de educação em saúde, principalmente no ambiente escolar, constitui um desafio para os profissionais da área, pois exige planejamento estratégico, abordagem integrada e metodologia pedagógica capaz de tornar a linguagem acessível. É fundamental considerar a realidade, as necessidades, os conhecimentos prévios e as percepções dos alunos. O município de São Bernardo conta com os articuladores do Núcleo de Vigilância em Saúde (NEVS), promovendo ações de educação em saúde, monitoramento de agravos e doenças de notificação compulsória, integradas entre os setores do Departamento de Proteção à Saúde e em Vigilâncias (DPSV) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A experiência surgiu em 2023 por demanda direta de escola local, sobre a crescente preocupação com o uso de DEF, evidenciando a necessidade de intervenção educativa articulada intersetorial. A partir de 2024 as ações foram ampliadas para outras instituições através dos articuladores do NEVS.
Pretende-se, com esses trabalho, implementar e promover ações de educação em saúde para alunos de escolas públicas e outras instituições sobre os riscos à saúde ao consumo do (DEF) Incentivar o protagonismo juvenil sobre o auto cuidado e, sobretudo, estimular o senso crítico em desvendar a propaganda enganosa da indústria do tabaco e riscos oculto à saúde. Sistematizar e estimular a participação de atores multiplicadores nas ações estratégicas de educação em saúde em áreas de abrangência das UBS tais como empresas, faculdade, ONG e eventos de educação sanitária aberto à comunidade.
Inicialmente, nas escolas, realizarmos reuniões com gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores para discutir a problemática do uso de DEF entre os jovens. Identificar as melhores formas de integrar as atividades educacionais no currículo escolar, respeitando o tempo disponível e a dinâmica da escola. Definimos um cronograma de atividades, incluindo palestras, rodam de conversa e sessões de filmes/documentários. Estabelecemos parcerias com profissionais de saúde para colaborar com a elaboração das atividades e apoiar na execução do projeto. De modo geral, nas demais instituições, as atividades foram desenvolvidas de forma articulada e planejada, a partir de reuniões prévias com gestores, nas quais foram discutidas as principais demandas relacionadas ao uso de DEF, nesses encontros, foram definidas as estratégias de intervenção, o cronograma das ações e adequação de horários disponíveis para o público participante. Por fim, as intervenções demonstraram que estratégias educativas participativas, contínuas e integradas são fundamentais para a conscientização dos jovens, embora também evidenciem a necessidade de ações estruturais e permanentes entre os setores de saúde e educação para enfrentamento efetivo da problemática.
Foram desenvolvidas aproximadamente 95 ações entre julho de 2023 a fevereiro de 2026, com 4.100 pessoas contempladas: A partir de 2024 os articulares do NEVS entraram como multiplicadores das ações em empresas, escolas, ONG, pilastra para estudantes de odontologia em uma faculdade, grupo de tabagismos e Caravana da Saúde. Pesquisa desenvolvida pela articuladora do NEVS (2025) e aplicada para 500 alunos em escola estadual área de abrangência UBS Ferranópolis. Aproximação entre instituições, sobretudo escolas com a UBS, criação de cronogramas de ações que foram desenvolvidas em cada ano letivo – IST, buling, jovem aprendiz, adultização, vacinação, comunicação não violenta, saúde mental, gravidez na adolescia entre outros temas. Encaminhamento de alunos e profissionais aos serviços de saúde ofertados na rede Trabalho premiação no COSEMS 2025, com indicação e apresentado no CONASEMS.
A experiência, a partir das intervenções, nos mostrou que o aumento de consumidores jovens de Dispositivos Eletrônicos para Fumar constitui um desafio para os gestores de saúde pública em implementar políticas publicas de saúde. A falta de evidências científicas sobre os riscos à saúde em longo prazo, o marketing voltado ao público jovem, fantasiado de moderno, tecnológico e charmoso, e a falsa idéia de eficácia para parar de fumar exigem ações estratégicas integradas. Nesse sentido a educação em saúde se apresenta como um instrumento importante no processo de conscientização da população. No Brasil, a ANVISA (RDC 2024) proíbe a comercialização, propaganda e importação desses dispositivos. Não obstante, a aquisição continua acessível aos usuários, apresentando um desafio aos órgãos fiscalizadores. Nesse sentido, a educação em saúde é essencial para conscientizar e diminuir os impactos sobre à saúde pública. Ademais, as intervenções ampliaram a articulação entre escolas, instituições, áreas de vigilâncias e UBS. No entanto, embora as estratégias educativas possam contribuir para a conscientização sobre os riscos e cuidados com a saúde, fica evidente a necessidade de projetos estruturais integrados.
DISPOSITIVO ELETRONICO PARA FUMAR-DEF
JOSE AILTON ALVES DE OLIVEIRA, SILVANA PEREIRA DA SILVA, ANDRESSA BEZERRA SOBRAL LIMA, CARLOS EDUARDO MARINHO GARON, ANA PAULA SEBASTIÃO DOMINGUES FURIGO, AMABILE OLIVEIRA ROSSANEZ, QUELI CRISTINA BISPO DA SILVA, ANA PAULA DE SOUZA AGUIAR, IMARA MARTINS DOS SANTOS, CRISTIANE RIBEIRO DA SILVA, ELIETE PIMENTEL DE SOUZA DUARTE, FABIANA APARECIDA TONETO PANIAGUA, EDILSON CESAR DIAS, VINICIUS PIOLI ZNETIN