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A experiência ocorre no município de Bastos/SP, a partir de janeiro de 2025, com a reestruturação da Atenção Domiciliar por meio da implantação da Equipe Multidisciplinar de Atenção Domiciliar (EMAD). O aumento de altas hospitalares de pacientes de alta complexidade evidenciou fragilidades na continuidade do cuidado e risco de reinternações. A iniciativa envolveu Secretaria Municipal de Saúde, hospital de referência, Atenção Primária e equipe multiprofissional. A população beneficiada compreende pacientes crônicos de alta complexidade e seus cuidadores familiares. A relevância para o SUS municipal reside na organização da desospitalização segura, otimização de leitos e fortalecimento do cuidado humanizado no domicílio.
Estruturar e qualificar o processo de alta hospitalar de pacientes de alta complexidade, assegurando continuidade do cuidado no domicílio. Reduzir reinternações evitáveis, minimizar intercorrências clínicas, capacitar cuidadores e fortalecer a integração entre hospital, APS e Atenção Domiciliar, ampliando a resolutividade da rede municipal.
A EMAD foi estruturada com médico, enfermeiro, técnicos, fisioterapeuta e nutricionista. O processo inicia-se no hospital com avaliação clínica e planejamento da alta. Realiza-se visita hospitalar e domiciliar prévia para adequação estrutural e capacitação do cuidador. A alta ocorre somente após critérios assistenciais cumpridos. No domicílio é implantado Plano Terapêutico Singular com visitas regulares e suporte telefônico, integrando Atenção Primária e demais serviços da rede.
A EMAD assiste em média 30 pacientes de alta complexidade por mês, ampliando o acesso à desospitalização segura no município. Observou-se redução de intercorrências e reinternações evitáveis, maior segurança clínica e fortalecimento do vínculo com a família. O fluxo de alta tornou-se organizado e resolutivo, com manejo precoce das intercorrências no próprio domicílio. A alta condicionada à avaliação domiciliar prévia representa inovação local, otimizando leitos hospitalares e fortalecendo a sustentabilidade do SUS.
A experiência demonstra que a desospitalização segura exige planejamento estruturado, integração da rede e equipe qualificada. Em Bastos/SP, a inovação está na alta condicionada à avaliação domiciliar prévia e capacitação formal do cuidador, reduzindo riscos e ampliando a resolutividade municipal. A média mensal de 30 pacientes assistidos evidencia impacto direto na gestão de leitos e na qualificação do cuidado, consolidando a Atenção Domiciliar como estratégia estratégica de gestão e cuidado integral.
Atenção Domiciliar, EMAD, Desospitalização.
PRISCILA MARÇAL DE OLIVEIRA, THAMIRIS CRISTINA MENDES DE OLIVEIRA REINE