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A vacinação é um dos pilares essenciais para a saúde pública, com grande capacidade de prevenir doenças e reduzir a mortalidade. No entanto, para pessoas com deficiência, o acesso aos serviços de vacinação pode enfrentar barreiras específicas, como limitações físicas, cognitivas e de comunicação. A vacinação inclusiva é uma estratégia fundamental para garantir que todas as pessoas, independentemente das suas condições, tenham acesso ao calendário vacinal, promovendo equidade e acessibilidade. Em agosto de 2025, a Vigilância Epidemiológica de Ubatuba, em parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), realizou uma ação de vacinação com o objetivo de atualizar o calendário vacinal de todos os beneficiários da instituição, seus cuidadores e profissionais da instituição. Essa ação teve como foco a garantia de acesso universal à vacinação, adaptada às necessidades específicas de cada atendido, garantindo um atendimento inclusivo, acessível e eficiente. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência as estratégias adotadas, os resultados alcançados e o impacto dessa ação para a promoção da saúde pública e o fortalecimento da equidade no acesso à vacinação.
Relatar a ação vacinação inclusiva na APAE de Ubatuba, realizado pela Vigilância Epidemiológica, com o intuito de garantir a atualização do calendário vacinal de todos os atendidos pela instituição, por meio de estratégias de acessibilidade e equidade no atendimento, adaptando os processos de vacinação para garantir a acessibilidade física e comunicacional, respeitando as necessidades e condições individuais dos usuários, com foco na humanização do atendimento, melhora da cobertura vacinal e satisfação das famílias.
A metodologia adotada para a realização da vacinação inclusiva foi estruturada com foco na adaptação dos processos para garantir um atendimento acessível e eficaz para todos os atendido da APAE, família e profissionais.No dia previamente comunicado aos responsáveis legais ocorreu levantamento detalhado sobre a situação vacinal de cada pessoa, considerando as condições de saúde e as necessidades específicas de adaptação, logística organizada da ação para garantir que todos os usuários fossem atendidos sem aglomerações e com a devida segurança e conforto. A estrutura do ambiente foi adaptada, com salas acessíveis e o apoio de profissionais especializados para atender à diversidade de condições dos indivíduos, além de atividades lúdicas com o famoso Zé Gotinha. Durante a execução da ação de vacinação, as equipes de saúde foram divididas e o processo de vacinação foi realizado com a utilização de estratégias de comunicação visual e orientações claras para garantir que todos os usuários compreendessem o procedimento de vacinação. A distribuição dos horários de atendimento também foi organizada de forma eficiente para evitar longas esperas e garantir que o fluxo de pessoas fosse controlado.
A ação de vacinação inclusiva resultou em expressiva adesão das famílias e profissionais com 80% dos vacinados e com o calendário vacinal atualizado. A adesão à vacinação foi notável, considerando que muitos dos usuários estavam com vacinas em atraso, principalmente devido a barreiras físicas e logísticas. A parceria da ação foi fundamental para garantir a eficácia permitindo que todos fossem atendidos dentro do prazo estipulado. Além disso, a comunicação acessível foi uma ferramenta essencial para garantir que as informações fossem compreendidas por todos, independentemente de suas limitações cognitivas. A ação teve um impacto direto na redução do risco de doenças preveníveis na população atendida, contribuiu para fortalecer a imunidade coletiva e diminuir a vulnerabilidade a surtos de doenças como infecto contagiosas, garantindo que os beneficiários estivessem protegidos. Ao todo foram administradas 123 doses de vacinas.
A vacinação inclusiva realizada pela Vigilância Epidemiológica de Ubatuba na APAE foi uma experiência significativa, que demonstrou a importância de adaptações nos processos de saúde pública para garantir o acesso universal à vacinação. A ação evidenciou que, com planejamento adequado é possível superar as barreiras ao acesso e garantir que todos os cidadãos, especialmente os mais vulneráveis, recebam os cuidados preventivos necessários. Além disso, a ação reafirma a necessidade de promover a equidade na saúde e a inclusão princípios essenciais para o fortalecimento do SUS e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
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