Diretoria do COSEMS/SP recebe presidente do CRO/SP

Fluoretação das águas nos municípios paulistas e os resultados do programa Brasil Sorridente foram os temas debatidos no encontro entre o presidente do Conselho Regional de Odontologia (CRO/SP), Cláudio Yukio Miyake, e do secretário geral, Marco Manfredini, com a diretoria do COSEMS/SP, na última semana, no Núcleo do Ministério da Saúde, em São Paulo.
 
 
Miyake e Manfredini apresentaram estudo denominado Vigiflúor, considerado o maior já realizado no mundo sobre o assunto, que avaliou a concentração de flúor no abastecimento de água de 642 municípios paulistas. O resultado apontou que 71% dos municípios exibiram teor de flúor dentro da meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 0,6 a 0,8 ppm ou mg F/L. 
 
Apenas 9,2% das 11.750 amostras recolhidas durante todo o processo mostraram um teor de flúor abaixo de 0,44 ppmF, nível considerado ineficaz ao combate à cárie. Já outros 1,1% apresentaram 1,45 ppmF ou mais, teor considerado maléfico à população, podendo causar fluorose.
 
As amostras de água foram colhidas, pelo menos, durante três meses, sempre no mesmo ponto de coleta (12 amostras). Para cada ponto foram coletados quatro amostras mensais, que foram enviadas ao Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da UNICAMP.
 
“O estudo nos ajudou a identificar os problemas, verificar a situação atual no estado, mas, principalmente, que possamos reforçar a importância da fluoretação. É o método mais eficaz e econômico em termos de saúde pública no que diz respeito à prevenção de cárie bucal”, disse o presidente do CRO/SP. “Alguns municípios necessitam melhorar em pontos de captação de água, porém, de maneira geral, isso nos indicou um dado positivo, onde praticamente 100% dos municípios realizam a fluoretação”, completou.
 
Ao final do encontro, o presidente do COSEMS/SP, Stênio Miranda, recebeu o trabalho na íntegra.
 
 
 
 
Preocupação
Diante o benefício à população na redução do índice de cáries proporcionado pela presença adequada de flúor no abastecimento público, o CRO/SP solicitou apoio ao COSEMS/SP em manifestação contrária ao projeto de Lei 6359/2013, que tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, e que pode revogar a Lei Federal nº 6.050/74, que garante a presença de flúor nas águas de abastecimento.
 
“Estamos mobilizando uma série de entidades para que se manifestem no que nós consideramos um retrocesso na saúde pública, a desobrigação da fluoretação das águas, que pode ocasionar um problema seríssimo de médio a longo prazos. A participação do COSEMS/SP é fundamental, pois é o espaço que reúne os gestores”, ressaltou Miyake.  
 
O COSEMS/SP demostrou total apoio CRO/SP e fará um manifesto público de repúdio ao projeto de Lei. “Também acreditamos se tratar de um retrocesso. A fluoretação das águas demostrou um resultado efetivo nos últimos anos. Parabenizamos o CRO/SP pelo intenso e grandioso trabalho realizado na qualificação da saúde da população”, destacou Stênio Miranda, presidente do COSEMS/SP.
 
Programa Brasil Sorridentes
Os membros do CRO/SP parabenizaram os municípios paulistas que se destacaram no programa Brasil Sorridentes.  
 
Entre os municípios com até 50 mil habitantes, o primeiro lugar foi para a cidade de Ibiporã, no Paraná. Em segundo, São Gonçalo do Amarante, Ceará; e em terceiro, Pederneiras, do estado de São Paulo. O quarto e quinto lugares, respectivamente, foram para São Gonçalo do Sapucaí, em Minas Gerais; e Porto Real, no Rio de Janeiro.
 
Na categoria de municípios com mais de 50 mil até 300 mil habitantes, venceu Resende, no Rio de Janeiro. Varginha, em Minas Gerais, e Chapecó, em Santa Catarina, ficaram em segundo e terceiro lugares respectivamente. Horizonte, no Ceará, conquistou o quarto e Primavera do Leste, o quinto.
 
Na disputa por cidades acima de 300 mil habitantes, a capital do Amazonas, Manaus, foi a vencedora. São Bernardo do Campo, município do Grande ABC paulista, ficou na segunda posição. A terceira colocada foi Vitória, no Espírito Santo, seguida de Florianópolis, em quarto. Curitiba ocupou a quinta classificação.