De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, o estado de São Paulo está entre os quatro mais eficientes na obtenção da meta na campanha de vacinação contra a gripe. Até dia 03 de maio, 61,6% do público-alvo paulista já havido sido vacinado, o que corresponde a 5,5 milhões de doses aplicadas. A campanha teve início dia 30/04 em âmbito nacional, mas foi antecipada na região metropolitana de São Paulo devido ao número de casos de H1N1. Os estados que alcançaram as maiores coberturas vacinais até o momento são: Amapá (78,11%), Distrito Federal (64,7%), Goiás (63,5%).
“O Objetivo é vacinar, no mínimo, 80% do público prioritário, portanto, estamos próximos de atingi-lo, o que deverá ocorrer no período previsto para a campanha. Os bons resultados obtidos em tempo recorde se devem ao trabalho de organização e execução dos municípios e das equipes de profissionais de saúde, e também à adesão da população, que atendeu ao chamamento das autorizadas sanitárias”, enfatizou o presidente do COSEMS/SP e secretário de Saúde de Ribeirão Preto, Stênio Miranda.
O estado de São Paulo conta com um total de 11.900.190 de pessoas prioritárias. O Ministério informou que enviará 12.733.200 doses da vacina até esta sexta-feira (06/05). Para Miranda, não houve falta de vacinas: “Há um cronograma de remessa e distribuição pelo Ministério e pela Secretaria de Estado da Saúde que está sendo cumprido conforme previsto. Essa estratégia é adotada todos os anos. Seria impraticável, do ponto de vista de logística, enviar cem por cento das vacinas para cem por cento dos municípios”.
Ao todo, o Brasil tem um público-alvo de 49.880.838 e serão disponibilizadas 53.445.100 doses em toda a campanha. A vacina protege contra os três subtipos do vírus recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para 2016 (A/H1N1, A/H3N2 e influenza B).
Casos da doença (dados do Ministério da Saúde)
Neste ano, até 23 de abril, foram registrados 1.880 casos de influenza de todos os tipos no Brasil. Deste total, 1.571 por influenza A (H1N1), sendo 290 óbitos, com registro de um caso importado (o vírus foi contraído em outro país). O Brasil possui uma rede de unidades sentinelas para vigilância da influenza, distribuídas em serviços de saúde de todas as unidades federadas do país, que monitoram a circulação do vírus influenza por meio de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
A Região Sudeste concentra o maior número de casos (1.106) influenza A H1N1, sendo 988 no estado de São Paulo. Outros estados que registraram casos neste ano foram Santa Catarina (100); Goiás (69); Rio Grande do Sul (53); Minas Gerais (50); Rio de Janeiro (46); Pará (45); Paraná (45); Bahia (41); Distrito Federal (40); Espírito Santo (22); Pernambuco (18); Mato Grosso do Sul (14); Ceará (10); Rio Grande do Norte (8); Paraíba (7); Alagoas (6); Mato Grosso (4); Amapá (2); Roraima (1); e Sergipe (1).
Com relação ao número de óbitos, São Paulo registrou 149, seguido por Santa Catarina (20); Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (18); Minas Gerais (14); Goiás (11); Bahia (9); Pará (8); Paraná (7); Pernambuco (5); Espírito Santo (5); Rio Grande do Norte (4); Ceará (4); Distrito Federal (4); Mato Grosso do Sul (3); Mato Grosso (3); Paraíba (3); Amapá (2); e Alagoas (2).