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O Ministério da Saúde (MS) divulgou os resultados do monitoramento da redução do sódio em alimentos processados. Um acordo de cooperação feito em 2011 com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) prevê o monitoramento para o uso de sódio em alimentos industrializados, estipulando limites para seu uso. Em um ano, as indústrias alimentícias reduziram mais de mil toneladas de sódio em três tipos de alimentos: pão de forma, bisnaguinhas e massa instantânea. Esses alimentos representam uma primeira etapa da medida, que pretende, em etapas subsequentes, abranger mais alimentos, tais como salgadinhos de milho, biscoitos, bata frita, massas prontas de bolo, entre outros.

Importante destacar que, do total de sódio consumido pela população brasileira pesquisada, apenas 30% são oriundos dos alimentos industrializados, o que significa dizer que os 70% restantes são acrescentados no momento da preparação e do consumo da alimentação dos brasileiros pesquisados, que também apresentam alta tolerância ao uso elevado de sal em sua comida.
Os dados foram divulgados pela pesquisa VIGITEL 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), e mostram ainda que metade dos brasileiros avaliam como adequada a quantidade de sal consumida. Estima-se que o consumo médio por pessoa seja de 12 gramas por dia, o que representa mais do que o dobro recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que são 5 gramas por dia.
O acordo de redução de sódio, assim como o incentivo à atividade física e a alimentação saudável, a prevenção da obesidade infantil nas escolas, orientação sobre a importância de parar de fumar e a expansão da assistência em doenças crônicas, integram o Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) do SUS. A iniciativa visa prevenir e reduzir as mortes prematuras por diabetes, câncer, hipertensão (essa com causa relacionada com o alto consumo de sódio) e outras doenças de aparelho circulatório e respiratório.
Estímulo à mudança
Toda mudança de hábito é lenta e gradativa, e o maior desafio dos trabalhadores da saúde é estimular a necessidade desta tomada de decisão. Deste modo, o fortalecimento de sua emancipação, autonomia e autodeterminação são peças chaves ao enfrentamento de questões pessoais e culturais fortemente arraigadas, por exemplo, aos hábitos alimentares.
Portanto, quando o tema alimentação saudável é abordado pelos trabalhadores da saúde, e neste sentido a redução do consumo do sal é parte deste desafio, apenas a oferta de informações sobre os benefícios produzidos por esta redução não é suficiente. Todos os integrantes da equipe de saúde devem oferecer apoio àqueles que desejam alcançar estas mudanças e motivar àqueles que ainda não as alcançaram. Sendo assim, a abordagem sobre o consumo reduzido de sal deve ser parte integrante de qualquer programa de educação alimentar e nutricional promovido pelas Secretarias Municipais de Saúde que buscam promover a saúde e oferecer a oportunidade de adquirir hábitos de vida mais saudáveis.
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CONASEMS