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A 1ª Oficina Regional da Baixada Santista sobre Risco em Vigilância Sanitária, realizada em 14 de junho de 2024, em Santos, teve como objetivo integrar e aprimorar as práticas de Vigilância Sanitária na região, com foco na gestão de riscos à saúde. O evento reuniu 73 profissionais, incluindo técnicos e gestores das Vigilâncias Sanitárias Municipais (VISA) e do Grupo de Vigilância Sanitária (GVS XXV), e proporcionou um espaço para a troca de experiências, discussão de desafios comuns e desenvolvimento de soluções para otimizar a atuação da Vigilância Sanitária. A metodologia utilizada combinou palestras, debates e atividades práticas em grupos, adotando a abordagem Problema, Causa, Nó Crítico, Ação (PES). Essa metodologia permitiu a análise de situações reais, com foco na identificação de problemas, suas causas e a proposição de soluções colaborativas. Os resultados indicaram um alto índice de satisfação dos participantes, reforçando a importância de ações concretas para melhorar a articulação entre os órgãos envolvidos e aperfeiçoar os processos da Vigilância Sanitária. Este trabalho visa apresentar um panorama das discussões e metodologias aplicadas durante o evento, destacando os principais resultados alcançados e evidenciando o impacto do compartilhamento de conhecimentos para o fortalecimento das políticas de saúde na Baixada Santista.
A oficina teve como objetivos principais: • Integrar e promover a articulação entre a Vigilância Sanitária Municipal (VISA) e outros órgãos públicos;; • Discutir o poder de polícia administrativa da VISA e seus desafios; • Apresentar ferramentas para a avaliação de risco potencial, visando subsidiar a tomada de decisão; • Desenvolver propostas de ação para melhorar o controle de fatores de risco à saúde pública e otimizar as práticas da Vigilância Sanitária.
A oficina foi estruturada em sessões teóricas pela manhã e trabalho prático em grupos à tarde, utilizando a metodologia PES (Problema, Causa, Nó Crítico, Ação). A programação envolveu palestras com especialistas, além de atividades em grupo que possibilitaram a discussão de problemas e a proposição de soluções colaborativas. Os participantes foram distribuídos em quatro grupos de trabalho, com temas específicos, conforme a cor das salas: • Azul: Articulação da VISA com outros órgãos. • Amarela: Informação em VISA. • Verde: Poder de polícia administrativa em VISA. • Vermelha: Recursos humanos em VISA. Os grupos discutiram, identificaram problemas e suas causas, definiram nós críticos e propuseram ações para a melhoria da prática de vigilância sanitária. As conclusões de cada grupo foram apresentadas em uma plenária final. Os participantes também foram avaliados quanto à efetividade das atividades, sendo coletadas suas opiniões por meio de um formulário eletrônico ao final do evento.
A oficina contou com 73 participantes, sendo 60% das VISA Municipais e 40% de outras instituições, como o GVS XXV e convidados de diversas regiões. A avaliação dos participantes indicou grande satisfação com a programação, com 96% afirmando que as atividades matutinas agregaram novos conhecimentos e ajudaram na preparação para as atividades da tarde. Além disso, 89% consideraram que o trabalho em grupos foi útil para identificar problemas do cotidiano da Vigilância Sanitária, e 90% relataram uma ampliação da compreensão sobre o trabalho da área. A partir dos grupos de trabalho, diversas ações foram propostas para melhorar a atuação da Vigilância Sanitária, como: realizar campanhas de comunicação regional sobre as atribuições da VISA e formalizar um Grupo Técnico de Vigilância em Saúde ligado à CIR; investir em tecnologia e treinamentos contínuos para melhorar a coleta e uso de dados; criar protocolos padronizados e treinamentos para uma atuação mais eficiente no controle de riscos; e valorizar os profissionais da área com melhorias nas condições de trabalho e capacitação contínua. Os participantes destacaram a metodologia de rodas de conversa como positiva, evidenciando o desejo de maior proximidade com a prática. A maioria também preferiu treinamentos híbridos, com ênfase em atividades presenciais interativas.
A 1ª Oficina Regional da Baixada Santista sobre Risco em Vigilância Sanitária foi um evento importante para a integração e fortalecimento da atuação da Vigilância Sanitária na região. O evento proporcionou um espaço valioso para o debate sobre os desafios enfrentados pelos profissionais e gestores da área, além de gerar propostas concretas para melhorar a articulação e a eficiência da vigilância no controle de riscos à saúde. As propostas e ações geradas durante a oficina refletem a necessidade de aprimorar as práticas da Vigilância Sanitária, com um foco particular na articulação interinstitucional, no uso eficiente da informação e na capacitação contínua dos profissionais. A implementação dessas propostas será crucial para fortalecer a resposta da Vigilância Sanitária aos riscos à saúde pública.
Vigilância Sanitária, Gestão e Avaliação de Riscos
CAMILA LEITE MARCOLINO, ANA PAULA N. VIVEIROS VALEIRAS, ARTHUR JOSÉ DE FARIAS E SOUZA