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No Brasil mais de 282 mil amputações de membros inferiores ocorreram entre 2012 e 2023 no SUS. Diabetes e doenças vasculares ligadas por exemplo, ao tabagismo são as principais causas. No CER II de Guarulhos, desde 2017 até hoje, já foram atendidos 298 pacientes com amputações. Na perspectiva do psiquismo pode-se dizer que o sujeito amputado passa por um processo de luto em várias dimensões: física,emocional, funcional e social. É durante a reabilitação realizada em grupo e dentro da concepão interdisciplinar que temos observado grandes transformações na vida de todos.
– Acolher o paciente amputado de membros inferiores através de Escuta qualificada. -Proporcionar reabilitação global levando em conta aspectos físicos e emocionais de forma integrada propiciada pelo atendimento interdisciplinar. -Fortalecer características psíquicas que são fundamentais para que o paciente amputado possa lidar com sua nova realidade. -Desenvolver ações que possam auxiliar na ocupação dos espaços sociais promovendo o protagonismo do sujeito na sociedade.
Trabalho realizado com os pacientes amputados do CER II de Guarulhos em aborgadem interdisciplinar (psicologia e fisioterapia). Após avaliação inicial os pacientes são convidados a participarem dos atendimentos em grupo para que possam fortalecer seus aspectos psicoafetivos e sociais. O dispositivo grupal é composto de até 4 pacientes que recentemente iniciaram tratamento na Unidade, e um paciente que já obteve alta é convidado a colaborar como co terapeuta. Compartilhando saberes e dores, e identificando possibilidades o grupo inicia várias transformações. Desta forma, através das trocas afetivas proporcionadas pelas novas tecituras vindas desta experiência, cada um vai compondo uma nova forma de vivenciar este momento.
Percebe-se que através do processo identificatório os pacientes conseguem acessar e compartilhar conteúdos emocionais para que o trabalho da reabilitação integral seja alcançado. Nota-se que os pacientes a partir da vivência grupal mantém as relações feitas no CER e experenciam vários momentos de solidariedade e lazer. Formam uma verdadeira REDE de pessoas que se ajudam, que riem juntas e que se acolhem frente aos sofrimentos do cotidiano. E como diz a música cantada por Gonzaguinha: “…Eu sei que a vida devia ser bem melhor . E SERÁ!” “Mas, isso não impede que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita!”
O paciente amputado geralmente inicia sua reabilitação experenciando sentimentos de perda em vários âmbitos de sua vida. Durante o processo terapêutico interdisciplinar com foco no desenvolvimento integral do sujeito temos observado melhoras importantes das aquisições de novas habilidades físicas, psíquicas e sociais, fazendo com que o paciente consiga ser novamente sujeito do seu desejo e protagonista no seu caminho.
Amputados, Reabilitação, Luto
KRISTINA ROMANO PIMENTEL, ANA PAULA ALVES DOS SANTOS