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A fisioterapia na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rio Pequeno integra o cuidado multiprofissional voltado à atenção às urgências e emergências, com papel estratégico na assistência a pacientes idosos, especialmente aqueles com comprometimentos respiratórios, funcionais e de mobilidade. Inserida no contexto do SUS municipal, a atuação da fisioterapia contribui diretamente para a segurança do paciente, a redução de complicações e a otimização do tempo de permanência na unidade. A experiência ocorreu na UPA Rio Pequeno, no município de São Paulo, ao longo do ano de 2025, envolvendo fisioterapeutas da unidade em articulação com as equipes médicas e de enfermagem. Foram beneficiados majoritariamente usuários idosos, com destaque para pessoas com 60 anos ou mais, grupo que representou parcela significativa dos atendimentos. A iniciativa se justifica pelo envelhecimento populacional, pelo aumento da demanda por cuidados agudos em idosos e pela necessidade de respostas assistenciais qualificadas no âmbito da urgência e emergência.
Relatar a experiência exitosa da inserção de fisioterapeutas no quadro assistencial de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), evidenciando sua contribuição para o cuidado integral, especialmente de pacientes idosos e com maior complexidade clínica.
Trata-se de um relato de experiência exitosa desenvolvido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que conta com quatro fisioterapeutas inseridos no quadro assistencial, atuando em escala 12×60. A equipe esteve integrada à rotina assistencial da unidade, realizando atendimentos conforme a demanda apresentada.As intervenções foram direcionadas prioritariamente a pacientes idosos em observação clínica ou alocados em leitos de emergência, a partir de avaliação fisioterapêutica individualizada. As atividades contemplaram avaliações funcionais e respiratórias, aplicação de condutas terapêuticas específicas, orientações às equipes assistenciais e suporte à definição de condutas multiprofissionais, com especial intensificação nos períodos de maior demanda sazonal.Houve articulação permanente com os serviços de enfermagem, medicina e regulação, assegurando alinhamento assistencial e continuidade do cuidado. Os atendimentos realizados foram registrados e sistematizados mensalmente, possibilitando a análise do perfil etário dos pacientes atendidos e do comportamento da demanda ao longo do período avaliado.
No período avaliado, foram realizados 1.521 atendimentos fisioterapêuticos, dos quais aproximadamente 67% corresponderam a pacientes idosos. Observou-se predominância de atendimentos em pessoas entre 60 e 79 anos, bem como um volume expressivo de pacientes com 80 anos ou mais, caracterizando um perfil assistencial de maior complexidade clínica e funcional.A atuação da fisioterapia concentrou-se principalmente nas abordagens respiratória e motora, incluindo ações como desmame de oxigenoterapia, aplicação e monitoramento de ventilação não invasiva (VNI), manejo fisioterapêutico pré-intubação, além de intervenções voltadas à mobilização precoce e prevenção de complicações.Identificou-se aumento da demanda nos meses de outono e inverno, evidenciando sazonalidade associada ao agravamento de condições respiratórias. A presença da fisioterapia contribuiu para maior estabilidade clínica, qualificação do cuidado ao idoso e suporte efetivo ao fluxo assistencial da UPA, reforçando o fisioterapeuta como eixo estruturante da assistência em urgência e emergência, e não apenas como apoio pontual.
A experiência evidencia que a fisioterapia na UPA Rio Pequeno é estratégica para o cuidado ao idoso no SUS municipal, especialmente frente ao envelhecimento populacional e ao aumento da complexidade clínica dos usuários. A alta proporção de atendimentos em idosos, inclusive muito idosos, reforça a necessidade de planejamento assistencial específico, com protocolos, dimensionamento adequado de equipe e integração multiprofissional. Como perspectiva futura, destaca-se a importância de consolidar a fisioterapia como componente permanente do modelo assistencial da UPA, fortalecer a articulação com outros pontos da rede e ampliar o uso de dados para planejamento, qualificação do cuidado e tomada de decisão em saúde pública.
FISIOTERAPIA; IDOSO; UPA.
THAIS LOZOVOI TOMAZ, SILMARA QUINTANA SANTOS DA SILVA, ROBERTO FERREIRA LEOTO, ALINE VOLPATO, VALERIA PEREIRA SILVA DE ABREU