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A cicatrização de feridas constitui um processo complexo, dinâmico e multifatorial, essencial para a recuperação do paciente e a prevenção de complicações, como infecções, dor prolongada e aumento do tempo de internação. Nesse contexto, o cuidado com curativos assume papel central na prática dos profissionais de saúde, especialmente da equipe de enfermagem, que atua diretamente na avaliação, escolha de coberturas e monitoramento da evolução das lesões. Historicamente, práticas empíricas baseadas na experiência profissional coexistem com conhecimentos técnico-científicos fundamentados em evidências. Embora o saber empírico contribua para a construção da prática cotidiana, o avanço da ciência e das tecnologias em saúde exige a incorporação de protocolos, diretrizes e atualizações constantes. Assim, emerge o questionamento: o sucesso na cicatrização de curativos está mais relacionado ao conhecimento técnico ou ao empírico? A reflexão sobre essa dualidade torna-se essencial para qualificar a assistência e garantir segurança ao paciente.
Objetivo geral: Analisar a importância do conhecimento técnico-científico e do conhecimento empírico no processo de cicatrização de curativos, destacando sua influência na qualidade do cuidado em saúde. Objetivos específicos: Discutir os fundamentos do processo de cicatrização de feridas; Comparar as contribuições do conhecimento técnico-científico e do empírico na prática assistencial; Evidenciar a necessidade da integração entre experiência prática e evidências científicas no cuidado com curativos.
Objetivo geral: Analisar a importância do conhecimento técnico-científico e do conhecimento empírico no processo de cicatrização de curativos, destacando sua influência na qualidade do cuidado em saúde. Objetivos específicos: Discutir os fundamentos do processo de cicatrização de feridas; Comparar as contribuições do conhecimento técnico-científico e do empírico na prática assistencial; Evidenciar a necessidade da integração entre experiência prática e evidências científicas no cuidado com curativos.
Os estudos analisados demonstram que o conhecimento técnico-científico é fundamental para a correta avaliação da ferida, escolha adequada de coberturas, identificação de sinais de infecção e tomada de decisões clínicas seguras. Protocolos baseados em evidências contribuem para a padronização do cuidado, redução de eventos adversos e melhoria dos desfechos clínicos. Por outro lado, o conhecimento empírico, adquirido por meio da experiência profissional, mostrou-se relevante para a adaptação do cuidado às singularidades do paciente, ao contexto institucional e às condições reais de trabalho. Entretanto, quando utilizado de forma isolada e desvinculada de evidências científicas, pode perpetuar práticas obsoletas ou ineficazes. Os resultados apontam que a integração entre conhecimento técnico e empírico potencializa o processo de cicatrização, promovendo um cuidado mais resolutivo, humanizado e seguro.
O sucesso na cicatrização de curativos não depende exclusivamente do conhecimento técnico-científico ou do empírico, mas da articulação equilibrada entre ambos. A experiência profissional agrega sensibilidade e senso clínico à prática, enquanto o embasamento científico garante segurança, eficácia e atualização das condutas. Dessa forma, investir em Educação Continuada, capacitando da equipe e estímulo à prática baseada em evidências torna-se essencial para qualificar o cuidado em saúde. A consolidação dessa integração fortalece o papel da enfermagem e das equipes assistenciais na promoção de uma assistência ética, segura e centrada no paciente.
curativos, assistência, enfermagem, conhecimento
FABIANO DO NASCIMENTO JANUÁRIO, ANA CAROLINA DE LIMA BARBOSA, WILLIAM DE SOUZA BRITO, JULIANA MÁSCARA GARCIA, MARIA SILVIA DE ALMEIDA MELLO FREIRE, SUELENE MACHADO SANTANA