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A cultura e arte, utilizadas como ferramenta expressiva e terapêutica na saúde mental dos usuários do CAPS Adulto, sendo realizadas através da utilização da linguagem artística, onde é possível captar e elaborar emoções e sentimentos que emergem destas práticas, estimulando novas possibilidades, promovendo o auto conhecimento, bem estar e novas visões de mundo. Sendo ofertada aos usuários, como proposta a realização de atividades voltadas à arte e cultura, em grupos a partir de oficinas no CAPS Leste Diadema/SP, bem como em Atividades Externas, que tiveram início de setembro//25 a Janeiro/26 (duas a três vezes por semana). Onde foi possível observar a interação entre os usuários, sentimento de pertencimento e expressão de interesse pelas atividades, permeadas por trocas e aprendizados importantes, impactando na melhora do quadro de alguns dos usuários e de vínculo com os profissionais e mais adesão ao tratamento.
Utilizar a arte e cultura, como ferramenta terapêutica, tendo por finalidade promover o bem estar e cidadania, estimular a criatividade, fortalecer a autoestima, proporcionar a elaboração psíquica das emoções e reinserção social, gerar o sentimento de pertencimento, reduzir o estresse e ansiedade, estimular à memória e cognição.
Foram realizados dois grupos em oficinas, sendo uma de música, com a proposta de ouvir canções, considerando as preferências de estilos musicais dos usuários e as diferentes culturas que trazem como bagagem de vida e propondo novos conhecimentos e estilos, sendo estimulados a cantar as canções junto com a terapeuta. Noutro grupo a proposta foi a realização de pinturas e desenhos (tela e papel) e atividades de confecção de cenários, enfeites e adereços para festas (Festa Junina, Carnaval e outros) e datas comemorativas (Natal, Primavera, Janeiro Branco, Setembro Amarelo, Outubro Rosa e outros). E também Atividades Externas, tais como passeios/visitas a museus, espaços culturais da cidade(Teatro Clara NUnes, Casa de Cultura, Centros Culturais) e cidades circunvizinhas (Ex.: Casa das Rosas, Unidades do SESC, Museus na Av. Paulista e etc), e apresentações artísticas em espaços culturais do próprio município (teatro e cinema) ou outras cidades. Foram apresentados trabalhos de escritores e poetas e trazidos convidados para apresentação de seus trabalhos no serviço (escritores e poetas), com sessão de autógrafos. Sendo a facilitadora a psicóloga acompanhada de outro profissional técnico, como apoio para realização junto aos usuários.
Os grupos alcançaram nas oficinas e passeios por volta de 13 a 25 usuários, que demonstraram estar envolvidos com a proposta, gerando expectativas positivas para a chegada do dia da atividade e curiosidades em saber quais as propostas, no serviço ou externamente. Os usuários passaram a trazer ideias e se envolverem cada vez mais, se fazendo presentes com assiduidade nos dias das respectivas atividades. Os passeios eram sempre propostos a partir de discussões com usuários e de acordo com as agendas culturais da cidade ou de fora do município.
Durante as atividades foi possível perceber o comprometimento dos usuários, sentimento de pertencimento e prazer em produzir algo que não se julgavam capazes de realizar, sendo que alguns apresentavam de início certa resistência em participar e aos poucos foram se aproximando e contribuindo na realização ou mesmo produzindo coletivamente ou individualmente as atividades propostas, ficando evidenciada a importância da atividade para cada um, aceitando limitações e descobrindo talentos, promovendo a reabilitação psicossocial, fortalecimento da autonomia, reinserção no território, trazendo sorrisos, emergindo afetos e histórias, remexendo memórias e emoções. Durante os passeios demonstravam sempre a satisfação de poder vivenciar essas experiências extramuros, sendo que muitos deles nunca tiveram a oportunidade de realizar esse tipo de passeio ou ter contato com os espaços apresentados a eles, sentindo-se valorizados.
Arte, Cultura, Pertencimento, Arteterapia,.
VÂNIA ARAÚJO DINIZ