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A experiência em questão é o resultado do trabalho realizado pelos enfermeiros da Atenção Primária à Saúde, Cristina Pereira, Diogo Garcia Dias, Sumaia Zanon, Tatiana Torres e Patrícia Fortunato, da cidade de Parapuã, São Paulo, com início na data de 11 de dezembro de 2024, estando ainda em execução. Segundo o Ministério da Saúde, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um problema de grande magnitude, sendo responsáveis por 72% das mortes. São ainda as principais causas das morbidades, como internações, amputações, limitações na mobilidade e perdas de outras funções neurológicas, impactando diretamente na qualidade de vida da população. Definidas como doenças de longa ou indefinida duração, as DCNT são doenças multifatoriais e os fatores sociais influenciam diretamente na prevalência e nos agravos decorrentes da evolução das mesmas. Sendo este um tema de recorrente preocupação para os gestores da saúde e, na tentativa de ofertar atendimento de qualidade e de forma integral, o Conselho Intergestores Regional (CIR) pactuou ofertar um curso de formação de Facilitadores de EPS com foco no tratamento das DCNT. Após lançar um olhar crítico sobre o fluxo de tratamento das DCNT, tornou-se claro que um dos problemas é a falta de adesão dos usuários. Na etapa final do curso, foi-nos solicitado construir um plano de ação para enfrentamento das problemáticas encontradas nos processos de trabalho de nossa cidade. O resultado é o Plano de Ação que vos apresento a seguir.
OBJETIVO GERAL: •Conhecer a realidade e incentivar a adesão do usuário com DCNT que se encontra desacompanhado para, então, fornecer-lhe atendimento integral e efetivo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: •Captar e conhecer os usuários com diagnóstico estabelecido e que estão desacompanhados; •Captar e acompanhar os usuários não diagnosticados; •Conscientizar as equipes assistenciais, através da EPS, a respeito da importância da educação em saúde e do paciente que compreende seu estado de saúde; •Sistematizar o fluxo de atendimento das DCNT.
A oferta do Curso para formação de facilitadores de EPS foi pactuada em reuniões do CIR em resposta às recorrentes solicitações dos colaboradores a respeito dos temas Educação Permanente em Saúde e tratamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis. O curso teve início em agosto de 2024, na cidade de Tupã, onde os representantes de cada cidade da regional de Tupã encontraram-se para as atividades do curso. Representando a cidade de Parapuã, foram convidados os enfermeiros Cristina, Diogo, Patrícia, Sumaia e Tatiana. Foram 13 encontros, em sua maioria presenciais. Com metodologia ativa, o curso iniciou-se com foco na conceituação da EPS e as diferenças da Educação Continuada. Em seguida, as preceptoras do curso deram seguimento abordando as DCNT. No decorrer do curso, tivemos a oportunidade de aprender sobre as DCNT, trocar experiências com os demais colegas das outras cidades e avaliar criticamente os nossos processos de trabalho. Isto, com a intenção de compreender de quais formas poderíamos melhorar o cuidado dos nossos clientes e, de fato, promover saúde, como preconiza a lei do SUS. No dia 11 de dezembro de 2024, já havíamos trabalhos na problematização dos nossos processos de trabalho e sobre quais seriam nossos principais desafios. A atividade do dia seria realizar um plano de ação que, quando executado, tivesse o potencial para sanar, ou pelo menos minimizar, os problemas encontrados. Assim foi feito, utilizando como recurso metodológico a planilha 5w3h.
No dia 13 de janeiro de 2025, foi realizada uma reunião com todos os enfermeiros atuantes na atenção básica na cidade de Parapuã, sendo eles os acima citados, acrescidos dos enfermeiros Letícia, Mariane e Pedro. Na ocasião, lhes foi apresentado o plano de ação para que tivessem ciência e pudessem também opinar a respeito. Após dialogarem e levantarem outros tópicos para consideração, o plano foi aprovado e evidenciou-se a necessidade de compartilhá-lo com os médicos das unidades básicas. Então, no dia 27 de janeiro, outra reunião foi realizada, agora com a presença dos médicos Angélica, Heloíza, Nádia e Cássio. O plano de ação foi compartilhado com estes profissionais e todos puderam opinar a respeito. Foi significativamente importante permitir esta interação para que os colegas tivessem a oportunidade de trocar experiências e compartilhar ideias uns com os outros. Novamente, o plano de ação foi aprovado e pudemos dar seguimento com as atividades. O enfermeiro Diogo visitou as unidades de saúde ESF Dr Jader Cabral, ESF Dr German Salgado e ESF 8 de Marco nas datas 28 de janeiro, 29 de janeiro e 13 de fevereiro, respectivamente. Nas reuniões de equipe, lhe foi cedida a palavra para que pudesse orientar a respeito do plano de ação e convocar as equipes para executarem a primeira atividade: BUSCA ATIVA. Em virtude da epidemia de dengue que estamos enfrentando na nossa região, esta atividade permanece em segundo plano, sendo as ações de controle de dengue prioridade no momento.
O cronograma da atividade foi afetado em virtude da epidemia de dengue que nos assola na presente data, no entanto, espera-se que o plano de ação traga resultados satisfatórios e transformadores nos processos de trabalhos das equipes e, consequentemente, na saúde da população. Quando o usuário é realmente consciente do seu estado de saúde, torna-se protagonista no seu cuidado e compreende a importância de todas as recomendações que recebe. Passa, então, a contribuir ativamente com o autocuidado. Ainda que alguns possam não vir a contemplar os resultados esperados, já que acreditamos que serão de médio a longo prazo, almejamos ser capazes de prevenir e promover saúde para toda a nossa população. Para fazer cumprir com os objetivos do SUS.
educação permanente, dcnt, promoção da saúde
DIOGO GARCIA DIAS, CRISTINA PEREIRA DA SILVA