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O aumento da demanda por atendimento a crianças com TEA exige a participação de diversos profissionais de saúde, que devem atuar tanto no cuidado contínuo quanto na detecção precoce do transtorno. Para isso, precisam conhecer os sinais iniciais do autismo, observando o desenvolvimento durante as consultas de puericultura e valorizando as percepções das mães e responsáveis. Como os primeiros sinais surgem por volta dos 2 anos, mas o diagnóstico costuma ocorrer entre 5 e 9 anos, existe uma lacuna importante onde poderia haver intervenção precoce. Portanto, é essencial que todos os profissionais estejam sensibilizados, avaliem o desenvolvimento psicomotor e registrem detalhadamente cada atendimento, contribuindo para diagnóstico, classificação e prognóstico mais precisos.
Descrever a experiência de uma ação educativa desenvolvida pela equipe da USF Simioni durante a campanha Abril Azul, com o propósito de promover a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre usuários e profissionais de saúde, estimulando a identificação precoce de sinais do transtorno e o fortalecimento do cuidado inclusivo no território.
Trata-se de um relato de experiência sobre uma ação de educação em saúde realizada na Unidade de Saúde da Família Simioni, em Ribeirão Preto, no mês de abril de 2025, em alusão à campanha Abril Azul. A atividade foi organizada por agentes comunitários de saúde, equipe de enfermagem e graduandos de Enfermagem do Centro Universitário Barão de Mauá, com o apoio da coordenação da unidade. As ações incluíram a elaboração de um folder com informações sobre o que é o autismo, suas principais características e orientações sobre o que fazer ao observá-las, além de cartazes e painéis sobre o tema. O folder foi utilizado para abordagem individual na pré e pós-consulta pelos profissionais de enfermagem e na sala de espera, por agentes comunitários e alunos de Enfermagem.
Participaram das abordagens cerca de 50 pessoas, predominantemente mães. Observou-se grande interesse das famílias em compreender os sinais iniciais do autismo e a importância da estimulação precoce. A equipe relatou maior segurança para abordar o tema com as famílias e identificou a necessidade de ampliar o conhecimento sobre os fluxos de encaminhamento de crianças com suspeita de TEA.
Possibilitar o diagnóstico precoce para conferir maior qualidade de vida à população com TEA e a seus familiares é de extrema importância e integra o cuidado em saúde. A atividade desenvolvida pela ESF Simioni, ao divulgar informações sobre o autismo tanto para as famílias quanto para a própria equipe, atua em duas frentes essenciais: empodera as famílias, que se tornam agentes ativos no reconhecimento precoce, e instrumentaliza os profissionais para acolherem essas demandas e conduzirem os encaminhamentos adequados. Dessa forma, a iniciativa promove uma sociedade mais consciente, menos preconceituosa e mais inclusiva, fortalecendo a rede de apoio desde a base.
Autismo, enfermagem
RENAN MIYAMOTO GREPI, MARISA AKIKO IWAMOTO