Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
A rede de atenção à saúde da pessoa com deficiência não se concentra somente no serviço de reabilitação, mas sim, em uma rede que se estende desde a atenção básica até urgência e emergência, em que os pontos devem se encontrar e articular de maneira conjunta, dessa maneira, em abril de 2019 o CERIV M’Boi Mirim estabelece dentro na unidade uma equipe para acompanhar o processo de educação permanente com a rede de atenção a pessoa com deficiência da região, ao qual se tinha como objetivo discutir os casos, compreender demandas da rede, discutir fluxos e organizar o processo de reabilitação dentro do território, diante dessas demandas, iniciou-se o acompanhamento dos matriciamentos com a rede de atenção a saúde da pessoa com deficiência. Em 2019 foi feita a organização desse processo, que não se tinha anteriormente, já que a maioria dos casos era acompanhada por contra referência, o que distanciava os equipamentos da rede, e fazendo um desconhecimento de uma rede, e sim somente por encaminhamentos, dessa maneira, o CERIV passou a orientar os profissionais do serviço a discutirem os casos, a falarem com a rede de atendimento, o que iniciou o monitoramento desses casos.
OBJETIVO GERAL: Descrever o processo de gestão do acompanhamento dos matriciamentos em rede realizada pelo serviço de reabilitação OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • Apresentar a necessidade do equipamento de saúde ter conhecimento da sua rede, e de como está sendo realizada a articulação com o mesmo; • Discutir sobre possibilidades de a gestão ter acesso a indicadores do seu território a partir dos matriciamentos.
A equipe da educação e pesquisa do CER realiza o monitoramento, tabulação e analise dos dados coletados sobre o matriaciamento no serviço, ao qual o monitoramento dos matriciamentos ocorre a partir de uma planilha compartilhada ao qual são inseridos todos os casos discutidos em rede, ao qual contem nome do paciente, data da discussão de caso, unidade básica de saúde (UBS) de referencia, equipamento e equipe em que foi matriciado o caso (por exemplo, CAPS, escola, UBS), motivo da discussão e desfecho. Ao final de todo mês é avaliado os serviços ao qual mais foram necessários matriciamentos na rede, os casos que mais são demandados, assim como os desfechos, esses dados são compartilhados com a equipe para adequação da necessidade de cada território e melhora na comunicação com os mesmos. No primeiro semestre de 2020 houve uma oscilação em relação aos números de matriciamentos realizados no atendimento, isso se deve a adequação ao monitoramento e a necessidade de fortalecimento desse processo. Já no segundo semestre de 2020 houve um fortalecimento dos matriciamentos, em que se iniciou com uma agenda específica de matriciamentos pré-definicidos com a rede de saúde como EMAD, CAPS, que regularmente passaram a serem matriciados. Essas tem sido permanentemente reforçadas, tanto com a equipe tanto com a rede, para que as ações sejam articuladas e o cuidado compartilhado, isso inclui, reuniões em serviços específicos, ações gerenciais e de equipe.
Em relação aos números de matriciamentos, teve um acréscimo expressivo no número de casos discutidos em rede, sendo que em 2020 o número foi de 261 (duzentos e sessenta e um) passando em 2023 para o número de 635 (seiscentos e trinta e cinco casos) discutidos em rede. Outro fator que merece destaque foi a ampliação de serviços matriciados, sendo que em 2020, 90% dos serviços matriciados eram as UBS’s, em 2023 a ampliação desses serviços é expressivo contabilizando serviços como: conselho tutelar, Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (SAICA), escolas, creches, residência terapêutica; possibilitando assim melhora importante no processo de articulação, monitoramento, fortalecimento da rede.
No momento, o serviço se mostrou mais articulado com essas ações, conseguiu fortalecer a rede de atenção a pessoa com deficiência, e desenvolveu seus profissionais para terem uma ação voltada para o cuidado integral e em rede e não somente pontual no serviço de reabilitação, ter essa visão ampliada do paciente possibilita que o cuidado seja compartilhado, assim como preconiza o SUS. Dessa maneira, é necessário que cada equipamento de saúde esteja consciente da sua rede, assim como do seu território e as necessidades do mesmo, para poder criar articulações e ações pertinentes para tal, portanto, a gestão de matriciamento se mostra uma ferramenta necessária para o serviço de saúde.
gestão matriciamento ferramenta
ANA PAULA RIBEIRO HIRAKAWA