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A reabilitação de pessoas com deficiência vai além dos atendimentos clínicos, necessitando de um olhar ampliado que envolva a inclusão social e a promoção da autonomia. O Centro Especializado em Reabilitação (CER) de M\Boi Mirim, localizado em São Paulo, desenvolveu ações voltadas à articulação comunitária, buscando integrar pacientes e seus familiares ao território. A experiência tem como base o princípio da reabilitação como processo contínuo e coletivo, em que a participação ativa da comunidade facilita a socialização e fortalece os vínculos familiares, sociais e comunitários. A proposta visa transformar o cotidiano dos pacientes, proporcionando experiências de inclusão e cidadania, além de ampliar o acesso aos direitos sociais e de saúde.
• Ampliar o conceito de reabilitação, integrando as ações ao território. • Fortalecer os vínculos familiares e sociais por meio de atividades recreativas inclusivas. • Promover a autonomia e a inclusão de pessoas com deficiência em espaços comunitários, criando oportunidades de socialização e participação cidadã.
A experiência foi baseada em ações comunitárias e recreativas, com atividades planejadas em parceria com organizações locais e instituições como o SESC. Entre as ações realizadas, destacam-se: encontros em parques públicos da região, proporcionando momentos de socialização entre pacientes e familiares; a Semana do Verão, evento anual com atividades aquáticas adaptadas e recreativas; e a Festa de Natal inclusiva, que contou com a participação da comunidade local, promovendo integração. A utilização da infraestrutura pública e a promoção de eventos culturais e esportivos acessíveis foram fundamentais para garantir a participação de todos. Essas iniciativas ocorreram regularmente e tiveram o apoio contínuo do CER e de outros serviços locais de saúde e assistência social.
Os resultados mostraram um impacto significativo na adesão ao tratamento, com aumento na participação de pacientes e familiares nas atividades terapêuticas do CER. A interação social foi intensificada, refletindo positivamente na evolução dos pacientes. Observou-se uma melhora na interação dos pacientes com o ambiente e com outras pessoas, o que contribuiu para o fortalecimento da autonomia. Além disso, as atividades facilitaram a troca de experiências entre famílias e profissionais, promovendo um diálogo ampliado sobre as necessidades de saúde e sociais dos indivíduos com deficiência. A articulação com a rede socioassistencial local foi um dos principais resultados, ampliando a integração dos serviços no território.
A experiência evidenciou que a reabilitação, quando integrada ao contexto comunitário, proporciona um impacto positivo significativo na vida das pessoas com deficiência. Ao inserir os pacientes e suas famílias no cotidiano da comunidade, promove-se a inclusão social, a melhoria da qualidade de vida e a autonomia. As atividades realizadas não só reforçaram o vínculo com a comunidade, mas também fortaleceram o trabalho de rede entre o CER e os serviços de saúde e assistência social, criando uma estratégia integrada de cuidado. A expansão dessa abordagem, por meio da ampliação de parcerias e da continuação de ações no território, é essencial para garantir um atendimento acessível e integral dentro do SUS, assegurando o direito à saúde e à inclusão para as pessoas com deficiência.
Reabilitação, inclusão, autonomia, comunidade
ANA PAULA RIBEIRO HIRAKAWA, VIVIAN MIWA OGAWA, FERNANDA CRISTINE PIRES DE LIMA, KARLA DIAS TOMAZELLA, GLEICE MARA CANDIDO