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A infecção pelo vírus da imunodeficiência adquirida (HIV) foi notificada pela primeira vez na década de 80. A priore esta patologia estava vinculada apenas a população definida como “grupo de risco”,que compreendia os homossexuais e usuários de drogas, principalmente1,2. Dados epidemiológicos apontam que no Brasil foram notificados de 1980 a junho de 2011 um total de 608.230 casos de Aids, sendo 343.095 somente na região Sudeste. Destes, 397.662 (65,4%) são homens e 210.538 (34,6%) mulheres3.Com a evolução dos estudos, medicações e serviços especializados, muitas mudanças no que tange a assistência do paciente portador de HIV/Aids evoluiu também.Com o advento da terapia antirretroviral de Alta Potência (TARV), a doença antes considerada fatal, passa a assumir um caráter crônico potencialmente manejável e passível de tratamento, o que proporciona um aumento de sobrevida e de melhoria de qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/Aids.4O objetivo principal da terapia antirretroviral é manter as pessoas vivendo com HIV saudáveis. Para a maioria das pessoas vivendo com HIV, os medicamentos antirretrovirais podem reduzir a quantidade de HIV no sangue a níveis indetectáveis pelos testes laboratoriais padrões. Com a escolha certa de medicamentos antirretrovirais, os níveis virais cairão ao longo de vários meses para níveis indetectáveis e permitirão que o sistema imunológico comece a se recuperar.5Vinte anos de evidências demonstram que o tratamento do HIV é altamente eficaz
Demonstrar a importância de diferentes visões e estratégias na abordagem da adesão a pessoa que vive com HIV (PVHIV).
Trata-se de um relato de experiência exitosa quanto a intervenção da equipe farmacêutica deste serviço, para promover o processo de indetecção de carga viral de paciente.
J.M. teve diagnostico de HIV em 1995. Sua primeira consulta neste SAE foi em 04/11/1996 sendo o inicio da TARV em 20/05/1997.Apresentou como intercorrências desde seu início neste serviço diarreia crônica (1996), pneumonia (1997), candidíase (1997) e AVC (2017), sendo a maioria destas intercorrências associadas a infecção pelo HIV.Observou-se que apesar do paciente ser aderente ao serviço, comparecia em consultas, fazia coleta de exames e retirava a medicação regularmente, sua carga viral mantia-se detectável persistentemente, como mostra a série histórica a seguir: imagem (1) A equipe da farmácia formada por dois auxiliares e um farmacêutico, em conjunto com a equipe identificou que o paciente confundia-se com a medicação e diante disso se responsabilizaram por separar a medicação diária do paciente em recipientes individuais na data da dispensa. (imagem 2)Observou-se então que gradativamente a carga viral do paciente foi diminuindo, até encontra-se indetectável. Esta intervenção deu-se início em 06/2013 e segue até a presente data. No gráfico abaixo, podemos observar a redução da carga viral: (imagem3)
Observou-se com os resultados obtidos que estes vão de encontro com os estudos acerca da importância das parcerias e atuação da equipe multiprofissional na assistência a PVHIV. Isso fortalece as equipes, compartilha as responsabilidades e saberes, e favorece uma maior qualidade de vida ao paciente.
Adesão, Equipe multiprofissional, HIV/Aids.
Priscila Karina de Sousa, Gessiara Teles Pereira Bonfin