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O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, transmissível e altamente contagiosa causada por um RNA vírus pertencente ao gênero Morbillivirus, família Paramyxoviridae que afeta o ser humano. A doença já foi uma das principais causadoras de óbito em crianças em todo o mundo. A transmissão da doença ocorre de forma direta através de secreções nasofaríngeas liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Devido a isso, a alta contagiosidade da doença. Além disso, tem havido também descrições do contágio por dispersão de aerossóis com partículas virais no ar em ambientes fechados como escolas, creches e clínicas. Devido ao alto poder de contágio da doença, estima-se que até nove em cada dez pessoas suscetíveis em contato próximo a uma pessoa com sarampo desenvolverão a doença. No Brasil, entre as Semanas Epidemiológicas (SE) 1 e 38 de 2025, foram confirmados 34 casos de sarampo, distribuídos no Distrito Federal (n=1), Rio de Janeiro (n=2), São Paulo (n=1), Rio Grande do Sul (n=1), Tocantins (n=25), Maranhão (1) e Mato Grosso (3). A USF Labienópolis, responsável por 3.155 habitantes , apresentou 2 casos suspeitos de sarampo até o momento e a intervenção imediata, seguida do bloqueio vacinal foram fatores fundamentais para a conclusão de todo o processo. A ação foi desenvolvida na Unidade de Saúde da Família Labienópolis, no Município de Garça – SP, sob gestão da Sociedade Beneficente Caminho de Damasco (SBCD), no período de agosto a outubro de 2025.
Demonstrar a importância da intervenção vacinal nos casos suspeitos de sarampo. Identificar o número de contatos alcançados pelo bloqueio vacinal. Quantificar os indivíduos vacinados durante a ação. Exprimir a parceria com a Vigilância Epidemiológica que exerce papel fundamental para a conclusão desses processos.
O primeiro caso suspeito de sarampo ocorreu no mês de agosto . Uma criança de 09 meses (M.G.M) que apresentou erupções cutâneas e febre, tendo sido notificada na UPA e o processo de busca ativa dos contactantes foi continuado nesta USF, a partir de orientação e sinalização da vigilância epidemiológica. A partir de então iniciaram-se as buscas pelos contatos com o caso suspeito, tendo sido verificadas as cadernetas vacinais de 155 pessoas , onde apenas 1 pessoa recebeu a vacina como pode ser verificado no gráfico à seguir: Gráfico 1 – Bloqueio de Sarampo – Caso M.G.M.: Número de Contatos Vacinados O segundo caso suspeito de sarampo ocorreu no mês de setembro . Uma criança de 4 anos (G.H.P.M) que compareceu à USF acompanhado pela mãe que referia tosse produtiva, odinofagia e exantema pruriginoso e que havia comparecido à UPA há dois dias. Foi realizada avaliação médica e solicitada a notificação para sarampo, além da comunicação imediata à vigilância epidemiológica. Procederam-se as buscas pelos contatos com o caso suspeito, tendo sido verificadas as cadernetas vacinais de 218 pessoas onde 20 pessoa receberam a vacina como pode ser verificado no gráfico à segu Gráfico 2 – Bloqueio de Sarampo – Caso G.H.P.M.: Número de Contatos Vacinados O terceiro caso suspeito de sarampo ocorreu no mês de outubro . Uma criança de 6 anos (J.F.S.M), que compareceu à USF acompanhado pela mãe com quadro febre de 38°C, dor abdominal, odinofagia e exantemas.
A partir da intervenção e do bloqueio vacinal , percebeu-se que a maioria das crianças da área de abrangência da USF Doutor Jurandir Ubirajara Guimarães estão imunizadas contra o sarampo e que houve um aumento da cobertura após a ocorrência do evento. Sabe-se que a ação supracitada, associada à orientação em sala de espera e busca ativa vacinal corroboram para minimizar as chances de um surto da doença na região, haja vista que a única forma eficaz e segura de prevenção é a imunização.
O sarampo é uma doença aguda causada por um vírus altamente transmissível, que pode resultar em complicações. Casos graves são mais comuns em menores de cinco anos de idade, sobretudo crianças desnutridas, em adultos maiores de vinte anos, em indivíduos com doenças que provocam a baixa imunidade e outras condições de vulnerabilidade. O vírus é transmitido de pessoa para pessoa através do contato com secreções respiratórias onde é eliminado ao tossir, espirrar ou falar. Após o contágio, os sintomas costumam aparecer entre sete e vinte e um dias. A pessoa infectada pode transferir o vírus desde seis dias antes até quatro dias depois do surgimento das manchas vermelhas na pele. As complicações que podem ocorrer são otite média, broncopneumonia, diarreia e encefalite. Mortes podem decorrer de complicações, especialmente pneumonia, infecção nos pulmões e a encefalite, infecção no sistema nervoso central que provoca inflamação do cérebro. Diante de um caso suspeito de sarampo, o bloqueio vacinal tem por objetivo aumentar rapidamente a imunidade da população, de maneira a interromper a transmissão e minimizar a extensão e duração do surto.
VACINA, SARAMPO
FRANCIANE TAMIRES DA SILVA PAIVA, CRISTINA APARECIDA PAVANI