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As Unidades de Pronto Atendimento (UPA) são caracterizadas por alta demanda assistencial, grande rotatividade de usuários e necessidade de respostas rápidas, o que torna o acolhimento um elemento essencial para a qualidade do cuidado. Nesse contexto, práticas que promovam a humanização, o respeito e a segurança do paciente tornam-se fundamentais. O uso do nome social no atendimento em saúde representa o reconhecimento da identidade do usuário e está diretamente relacionado à dignidade humana, especialmente para pessoas transgênero e travestis. A ausência dessa prática pode gerar constrangimento, afastamento dos serviços de saúde e prejuízos à adesão ao tratamento. Diante disso, torna-se necessária a implementação de estratégias institucionais simples e eficazes que garantam o respeito ao nome social, fortalecendo o cuidado centrado na pessoa e alinhando a assistência aos princípios da humanização, equidade e ética profissional.
Relatar a experiência de implementação de uma estratégia institucional voltada ao respeito ao nome social no atendimento aos usuários da UPA Vera Cruz, destacando seus impactos na humanização da assistência, na segurança do paciente e na relação entre profissionais de saúde e usuários.
Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir da prática assistencial e organizacional em uma Unidade de Pronto Atendimento. Como intervenção, foi criada, em todos os computadores da unidade, a pergunta “Como você gostaria de ser chamado(a)?”, aplicada no momento da abertura da ficha. A resposta passou a ser registrada no sistema informatizado e utilizada como referência pela equipe multiprofissional durante todo o atendimento, desde a recepção até a alta do usuário. A estratégia foi adotada como ação institucional, sem custos adicionais, com o objetivo de promover um atendimento mais humanizado, inclusivo e respeitoso à identidade do paciente.
A implementação da pergunta nos sistemas informatizados da UPA Vera Cruz resultou em melhora significativa no acolhimento e na relação profissional–paciente. Observou-se redução de situações de constrangimento, maior confiança dos usuários na equipe de saúde e aumento da adesão ao atendimento. A prática contribuiu para o fortalecimento do vínculo terapêutico e para a promoção do respeito à identidade e à diversidade. A intervenção mostrou-se de fácil execução, baixo custo e alto impacto assistencial, sendo bem aceita pelos profissionais e usuários, além de favorecer uma comunicação mais ética e segura durante o cuidado.
A experiência evidencia que a inserção sistematizada da pergunta “Como você gostaria de ser chamado(a)?” constitui uma estratégia simples e eficaz para a promoção da humanização do cuidado em Unidades de Pronto Atendimento. A ação reforça o respeito à dignidade humana, contribui para a segurança do paciente e fortalece a qualidade da assistência prestada. Pequenas intervenções organizacionais, quando alinhadas aos princípios éticos e humanizados, podem gerar impactos positivos relevantes no cotidiano dos serviços de saúde, sendo passíveis de replicação.
Nome social, Como você gostaria de ser chamado(a)?
WAGNER CELSO GOMES BARBOSA, ERICA DOS SANTOS SILVA ANTONIO, ALINE CAROLINE FERREIRA