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A dengue é um desafio crescente para a saúde pública, exigindo ações eficazes de controle do vetor. No município de Santo Antônio do Pinhal, a integração entre Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) tem sido uma estratégia essencial no combate à doença. Desde 2017, a realização de mutirões semanais tem fortalecido a vigilância em saúde, reduzido focos do Aedes aegypti e ampliado a conscientização da população. A justificativa para essa abordagem integrada baseia-se na necessidade de ações contínuas e coordenadas, otimizando os recursos humanos e materiais disponíveis. Os ACS possuem maior vínculo com a comunidade, facilitando a aceitação das ações, enquanto os ACE garantem a execução técnica das atividades. O trabalho conjunto aumenta a efetividade das visitas domiciliares, permitindo a eliminação de criadouros e a disseminação de informações preventivas de forma mais eficiente.
O principal objetivo do mutirão de combate à dengue é eliminar focos do Aedes aegypti e conscientizar a população sobre a importância da prevenção. Para isso, a ação integrada entre ACE e ACS busca: •Fortalecer a vigilância em saúde por meio de visitas domiciliares periódicas. •Identificar e eliminar potenciais criadouros do mosquito. •Sensibilizar os moradores para adoção de práticas preventivas. •Reduzir o risco de surtos e minimizar a transmissão local da dengue. •Estimular o trabalho colaborativo entre os agentes, aumentando o impacto das intervenções.
Os mutirões ocorrem semanalmente às quartas-feiras, reunindo todos os agentes para uma ação conjunta. A coordenação fica sob responsabilidade dos ACE, que determinam as áreas prioritárias. Os ACS, por possuírem maior proximidade com a população, facilitam a receptividade das visitas domiciliares. Durante as ações, são realizadas inspeções em imóveis residenciais, comerciais e terrenos baldios, com eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas quando necessário. Além disso, os agentes orientam os moradores sobre medidas preventivas, incentivando a limpeza de quintais e o descarte correto de recipientes que possam acumular água. O trabalho em equipe motiva os profissionais e aumenta a produtividade da ação, permitindo uma abordagem mais abrangente e contínua. O monitoramento dos indicadores epidemiológicos também subsidia a tomada de decisões, garantindo que as áreas de maior risco sejam priorizadas nos mutirões subsequentes.
A análise dos dados epidemiológicos confirmou o impacto positivo da estratégia. Em 2024, o município registrou apenas 4 casos autóctones e 41 importados, números significativamente menores do que os observados em cidades vizinhas da Serra da Mantiqueira e do Vale do Paraíba. A realização dos mutirões resultou na eliminação sistemática de focos do mosquito, impedindo a disseminação do vírus na região. O engajamento da população também aumentou, com maior adesão às orientações e adoção de hábitos preventivos no dia a dia. A integração entre ACE e ACS potencializou as ações de controle, tornando-as mais eficazes e abrangentes. O trabalho coletivo fortaleceu o compromisso dos agentes, gerando um ambiente de maior colaboração e produtividade. Além disso, a experiência reforçou a importância da vigilância ativa e do acompanhamento contínuo dos indicadores epidemiológicos para manter a dengue sob controle.
A experiência de Santo Antônio do Pinhal demonstrou que a integração entre ACS e ACE é uma estratégia eficiente na vigilância em saúde e no combate à dengue. A realização de mutirões semanais garantiu maior alcance das ações preventivas, resultando em um baixo número de casos confirmados e na redução significativa dos focos do Aedes aegypti. A parceria entre os agentes facilitou o envolvimento da comunidade, tornando as medidas de controle mais eficazes e aceitas. Além disso, a abordagem colaborativa fortaleceu a motivação da equipe e melhorou a produtividade das intervenções.
Combate, Dengue, Integração, Agentes Comunitários
JAINE BEZERRA DIONISIO