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A gestão da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do município de Atibaia visualizando que o controle e a avaliação são processos inerentes à função de gestão, voltados para os aspectos quantitativos, qualitativos, físicos e financeiros das políticas de saúde, implantou e estruturou a Unidade de Avaliação e Controle (UAC). Esta unidade entre outras atividades, acompanha, controla e audita o sistema de saúde, sendo responsável por gerar informações e dados estatísticos que subsidiam o planejamento e a gestão da saúde. Para fazer a análise dos dados gerados por todos os setores da SMS/Atibaia, é imprescindível planejar, organizar e sistematizar a inserção, tabulação, padronização e validação de milhares de informações dos pacientes. Como é de conhecimento de todos, os orçamentos públicos destinados à Saúde Pública não são suficientes para atender a totalidade das demandas geradas pela população. Neste caso específico, poucos investimentos são feitos para a aquisição de programas informatizados, utilizando-se em sua maioria os bancos de dados fornecidos pelo governo do Estado de São Paulo ou Federal do Sistema Único de Saúde (SUS). Programas estes que são bons como banco de dados, mas que apresentam grandes deficiências para serem analisados e apresentados aos gestores e à população do município, de forma simples, clara e de fácil visualização.
•Organizar e sistematizar a inserção, tabulação, padronização e validação dos dados de pacientes da SMS/Atibaia. •Utilizar recursos tecnológicos para desenvolver programas informatizados que facilitam a análise dos dados e divulgação dos dados epidemiológicos em “Painéis de Visualização” ou Dashboards, que são padronizados, validados e atualizados em tempo real. •Identificação de talentos dentre os servidores da Secretaria de Saúde, com habilidade e capacitação técnica diferenciada, para a informatização de processos de trabalho.
A gestão municipal da SMS/Atibaia visualizou a necessidade da criação da Unidade de Avaliação e Controle (UAC) e na sua formação identificou entre seus servidores, vários perfis técnicos que seriam necessários para o cumprimento dos desafios propostos. Dentre eles, um servidor com alta capacidade técnica em programação informatizada. Utilizando-se de programas gratuitos de planilhas, fez a inserção de funções, uso de ferramentas de filtros, formatação e análise estatística. Além da utilização de tabelas ativas que trouxeram maior facilidade para análise destes dados. Para a padronização e validação destes dados, utilizou-se de programação mais avançada, com a utilização de linguagens JAVA Script. Para a apresentação dos dados epidemiológicos, utilizando de programas locker studio, foi possível criar “Painéis de Visualização” ou Dashboards que facilitam a visualização dos dados, a atualização em tempo real e, principalmente, automatizados.
Dentre os principais ganhos do uso da tecnologia e informatização, houve a organização e sistematização da inserção e tabulação dos dados. Utilizando-se de funções dos próprios programas ou de linguagem de programação, garantiu-se a padronização e validação dos dados, por exemplo: datas inseridas em formato pré definidos; opções de bairros listados; células aceitem dados numéricos ou alfanuméricos. A análise dos dados, calculados sistematicamente a partir da inserção de um dado: cálculo da idade a partir da digitação da data de nascimento; Estimativa da idade gestacional a partir da Data da Última Menstruação. Outra utilidade é a captação de dados de Banco de dados oficiais, estadual ou federal, por exemplo: SINAN onde devem ser uniformizados e padronizados, o que ocorre em poucos segundos a formatação e padronização automática de milhares de dados baixados. Para a divulgação dos dados ou para a análise dos mesmos para o Planejamento Estratégico das ações temos os “Painéis de Visualização” que facilitaram a visualização, interpretação, e distribuições geográfica ou demográfica de certas doenças. Foi fundamental na pandemia da COVID-19, onde a atualização automática e simultânea com a inserção dos dados, disponibilizaram dados para a tomada de decisão nas ações preventivas, programas de controle e tratamento da doença. Atualmente, utiliza-se para a divulgação dos dados das arboviroses (dengue, febre amarela e febre maculosa), HIV/Aids, sífilis, entre outras.
A informatização fornece dados para as Audiências Públicas; para as produções AIH e SIA; Programa Saúde na Escola (15 mil alunos sendo acompanhados); Ouvidoria SUS e outros. A Carta de Serviços Digital deu acesso à população de todos os serviços de saúde municipal, com uma linguagem muito simples e “popular” sem uso de termos técnicos, fácil acesso em aparelhos de celular ou computador com acesso à internet, fácil navegação e, principalmente, com todas as informações necessárias para entrar no sistema de saúde público. A tecnologia possibilita a economia de tempo de serviço por automatizar muitos processos de digitação, conferência e validação dos dados. Com isso otimiza o uso de recursos da Saúde Pública. Além de trazer agilidade na tabulação, análise e formatação da apresentação dos dados em formatos simples e de fácil visualização e, principalmente, por possibilitar atualização muito rápida. Finalmente, a visão dos gestores em identificar e valorizar os servidores concursados com suas habilidades que vão além dos exigidos em editais de concurso, estimulam os profissionais a novos desafios e trazem um ganho ao processo de trabalho significativo sem a necessidade de gastos significativos.
Informatização, tecnologia
CELSO AKIO MARUTA, MAURO ROGERIO FUZETTO, ENZO FABRÍCIO RIBEIRO NASCIMENTO, IEDA MARIA MORENO MARIA, PAULO JOSÉ DA SILVA, RENNER NICODEMOS DE SOUZA GOMES, SORAYA BACUS ZAMBON, THELMA BIANCA GOMES HIDALGO, DANIELLE FERREIRA DE MORAES CARDOSO, GRAZIELLE CRISTINA DOS SANTOS BERTOLINI, MARCOS ABRANTES AGUIAR