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O Agente Comunitário de Saúde (ACS) é um importante servidor que compõem a equipe multiprofissional nos serviços de atenção básica à saúde, tendo como objetivo o desenvolvimento de ações de promoção da saúde e prevenção de doenças através da realização de atividades educativas. Esses profissionais são o elo entre os serviços de saúde e a comunidade. A qualificação profissional do ACS no município de Iacanga se deu início através do Programa Saúde com Agente. O Sistema Único de Saúde (SUS) está em constante construção, ficando evidente a necessidade da educação permanente, objetivando a qualificação dos ACS e ACE diante das novas atribuições das categorias em relação ao trabalho nas comunidades, que estejam alinhados a produção do cuidado, produção de redes vivas que produzem vidas, dando respostas mais adequadas às demandas que surgem, de acordo com a singularidade de cada território e de cada equipe. “Os processos de produção de saúde dizem respeito, necessariamente, a um trabalho coletivo e cooperativo, entre sujeitos, e se fazem numa rede de relações que exigem interação e diálogo permanentes.” (ROLLO, 2006, p.04) Isto posto, entendemos que os espaços de conversa e educação são ferramentas indispensáveis quando falamos em melhoria e qualificação dos processos de trabalho e um dispositivo utilizado como sendo parte fundamental na dinâmica organizacional.
Formar profissionais teórica e tecnicamente, habilitando-os a atuar na identificação, prevenção e controle das doenças e agravos e, aperfeiçoar os processos de trabalho direcionando-os pelos indicadores de saúde integrado à vigilância em saúde. Fortalecer o trabalho dos agentes comunitários de saúde e agentes de controle de endemias no processo de acolhimento tanto nas unidades de saúde da família, como no próprio território vivo e dinâmico.
A presente experiência foi realizada no município de Iacanga, onde atualmente possuímos 04 unidades de saúde da família, cujos serviços prestados atendem 100% da população, com o apoio da Articuladora da Atenção Básica e Articulador de Humanização da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Inicialmente os sujeitos desta experiência foram 22 ACS que atuam nestas equipes, e ao decorrer das ações sentiu-se a necessidade de integrar a este trabalho, às 04 enfermeiras responsáveis por essas equipes, tornando desta forma, um trabalho integrado e alinhado com diferentes e importantes atores da unidade Foram realizados encontros mensais, abordando diferentes temas de acordo com a necessidade levantada pela equipe, sendo: 31/01/2023 Escala de Coelho 28/02/2023 Visita Domiciliar do ACS 10/03/2023 Saúde Emocional 14/04/2023 Acolhimento 27/04/2023 Transtorno do Espectro Autista 12/05/2023 Acolhimento como mudança nas práticas de Saúde I 28/05/2023 Pré Natal Risco Habitual 16/06/2023 Acolhimento como mudança nas práticas de Saúde II 23/08/2023 Construção Projeto Terapêutico Singular 22/09/2023 Saúde da Mulher – IST 29/09/2023 Setembro Amarelo 27/10/2023 Saúde da Mulher – Exame citopatógico e alterações 28/11/2023 Apresentação do Plano de Ação 29/01/2024 Matriciamento – Janeiro Branco 16/02/2024 Apresentação do documento norteador Cabe ressaltar que os palestrantes foram técnicos do próprio município, de municípios parceiros e da SES, de acordo com a expertise de cada profissional.
O resultado foi estimulante, positivo, os profissionais adquiriram novos conhecimentos, habilidades e sentiram-se valorizados. Contudo os ACS aplicaram a teoria na sua rotina laborativa. O projeto formou servidores ativos, atualizados, capazes de promover a saude da população, com a coleta e disseminação de informações precisas, ajustadas as às necessidades do publico alvo.
Cada vez mais temos clareza de que o trabalho dos ACS integrado aos demais atores do serviço de atenção primária à saúde faz total diferença na produção do cuidado, pois permite colocar em análise permanente o caminhar dos usuários pela rede de atenção à saúde. O acolhimento desta forma, produz maior grau de confiança, com fortalecimento de vínculos que legitimam os princípios da universalidade e integralidade do cuidado. Ou seja, é nesta relação de acolher entendido como “estar com”, “próximo de” que o trabalho dos agentes de saúde faz total diferença, por conhecerem as pessoas, as famílias e a comunidade. Por fim, foi perceptível que o processo de formação possibilitou aos agentes comunitários de saúde e agentes de controle de endemias terem maior conhecimento técnico científico, crítico e reflexivo que favoreceu intervenções no próprio território com olhar mais ampliado para questões que ultrapassam o contexto do modelo biomédico.
ACS - PRÁTICAS DE CUIDADO EM REDES VIVAS
Vivian Previero Goulart, Amanda Sierra Sardi, Bruno Wesley Rodrigues