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A transformação digital na saúde pública de Jundiaí constitui estratégia prioritária integrada ao Plano Municipal de Saúde 2026–2029, orientada pela análise da estrutura demográfica e pelo processo de envelhecimento populacional do município como eixo reorganizador da rede de atenção. O crescimento da população idosa e o aumento das condições crônicas impõem a necessidade de assegurar integralidade, longitudinalidade e equidade no cuidado em todos os níveis assistenciais. Desse modo, a interoperabilidade entre sistemas foi definida como componente macro estratégico da aceleração digital, responsável por assegurar a continuidade assistencial, além de garantir a segurança da informação. Como componentes táticos foram estabelecidos: (1) informatização do Núcleo Integrado de Saúde (NIS), que não possui prontuário eletrônico; (2) migração do sistema terceiro para o e-SUS; (3) implementação de teleconsulta médica; e (4) utilização do WhatsApp institucional para agendamento e cancelamento de consultas. Esses componentes operacionalizam o eixo estratégico de interoperabilidade na rede municipal.
Implementar o Plano de Ação de Saúde Digital 2026–2028 em consonância com o Plano Municipal de Saúde 2026–2029, visando reorganizar tecnologicamente a rede municipal, fortalecendo a interoperabilidade entre sistemas a fim de ampliar o acesso e qualificar a continuidade do cuidado, respondendo às demandas decorrentes das necessidades dos usuários.
A construção do Plano de Ação de Saúde Digital teve origem nas diretrizes do Plano Municipal de Saúde 2026–2029. Em agosto de 2025, foi iniciado o processo de alinhamento e planejamento da aceleração digital. Inicialmente, a pauta central foi a interoperabilidade, considerando que o município operava com mais de três sistemas distintos de prontuário eletrônico, fragmentando dados e comprometendo a continuidade assistencial. A interoperabilidade foi definida como componente estratégico (macro). A partir dessa diretriz, organizaram-se os componentes táticos: migração do sistema terceiro para o e-SUS; informatização do NIS, principal ambulatório que operava em papel; implantação da teleconsulta; e implementação do WhatsApp institucional. As ações envolveram diagnóstico das fragilidades tecnológicas, pactuação entre áreas técnicas, definição de cronograma, adequação de infraestrutura e monitoramento contínuo. O plano encontra-se em fase de execução progressiva.
Desde agosto de 2025, a definição da interoperabilidade como eixo estratégico consolidou o consenso técnico sobre sua centralidade para o percurso assistencial do usuário, racionalização de recursos e alinhamento às diretrizes nacionais de transformação digital no SUS. Atualmente, encontra-se em construção a proposta técnica de integração entre prontuários. A migração para o e-SUS está em fase final de análise, com matriz de risco e oportunidade, questionário de avaliação do sistema vigente e checklist de infraestrutura e infoestrutura. O processo conta com apoio estratégico do Ministério da Saúde e participação intersetorial da Prefeitura. Como projeto piloto, a teleconsulta atuará como analisador da qualificação da experiência e posterior implementação nos serviços de saúde elegíveis. A informatização do NIS está prevista para conclusão em abril, após adequações estruturais e instalação de equipamentos. O WhatsApp institucional está em definição de modelo operacional. Todos os componentes seguem em execução progressiva.
A aceleração digital consolida-se como estratégia estruturante para reorganização da rede de saúde. A interoperabilidade desloca o debate da mera informatização para a integração sistêmica do cuidado. Os componentes táticos materializam essa diretriz, promovendo a reorganização e o fortalecimento da governança digital. Destaca-se a necessidade de qualificação contínua dos profissionais em letramento digital, considerando a transição de processos presenciais para modelos híbridos e online. Igualmente, é fundamental apoiar o letramento digital dos munícipes, especialmente daqueles que vivenciam uma transição tecnológica acelerada. A consolidação da saúde digital depende não apenas da tecnologia, mas da capacidade institucional e social de utilizá-la de forma inclusiva, segura e equitativa. Por fim, por se tratar de um plano de ação em fase de implementação, já é possível observar resultados, ainda que iniciais, relacionados à consolidação da governança digital, ao alinhamento técnico entre áreas assistenciais e administrativas, à definição de diretrizes para interoperabilidade e à qualificação dos processos de migração e informatização.
Interoperabilidade, Saúde digital, SUS
ALLAN GOMES DE LORENA, MARCIA PEREIRA DOBARRO FACCI, RUTH DOS SANTOS ARAUJO ROCHA, TATIANE DE LUCA BARBOSA, JOÃO HENRIQUE PRIMINI LOPES, LUCIMARA DE LIMA MANTOVANI, SUELLEN MARÍLIA DE SOUZA SILVA MELO, LUCIANE YURIKA KOGA, ANDREIA PINTO DE SOUZA, MARIA TERESA FRANCO, LETÍCIA GABRIELA DA SILVA