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O programa Bom Prato é um programa social gerenciado pelo Governo do Estado de São Paulo, que oferece um restaurante popular e tem como objetivo oferecer refeições saudáveis e de alta qualidade a um custo acessível à população de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade. O projeto UBS na Rua em parceria com o Bom Prato, traz uma leitura de atuação com base no perfil do território da UBS Jardim Valquíria, e que vai além de uma ação com base apenas na saúde, a ação aborda também questões sociais, de educação, equidade, integralidade e conhecimento. O projeto UBS na Rua Bom Prato ocorre uma vez por mês, na 3ª quarta-feira do mês, e é composto por uma equipe de saúde completa, com profissionais da ESF e equipe Multidisciplinar, incluindo profissionais da Assistência Farmacêutica, Odontologia e Agente de Promoção Ambiental, realizando atendimentos clínicos e ações de promoção e prevenção à saúde, como por exemplo, o outubro rosa (saúde da mulher) e novembro azul (saúde do homem). Os atendimentos são realizados no período de almoço do Bom Prato, com durabilidade de 1h30 e atende em média de 80 a 90 pacientes/mês. Os pacientes atendidos durante esse período são do distrito administrativo Capão Redondo, e em sua grande maioria não possuem conhecimento sobre a sua rede de saúde assistencial pública.
O objetivo base desse projeto é gerar conhecimento à saúde e identificar possíveis necessidades de atuação na prevenção de doenças, à pacientes de alta vulnerabilidade que buscam uma alimentação ao custo de R$1,00. Na tratativa dos objetivos específicos se classificam: Fortalecer os vínculos da saúde com o território de abrangência; Promover atendimento médico e de enfermagem aos pacientes; Abordar campanhas de saúde na prevenção e promoção à saúde; Maior embasamento no perfil epidemiológico da população de acesso ao bom prato; Promover conhecimento básico e social, além da saúde aos usuários; Fortalecimento entre as redes, saúde, educação, social, ambiental e nutricional.
O projeto ocorre com a seguinte metodologia: Disponibilizar uma equipe completa, composta por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, agente comunitário de saúde, farmacêutico, odontologia e equipe multidisciplinar (Assistente Social, Nutricionista, Psicólogo, Educadora Física e Fonoaudióloga) e agente de promoção ambiental. A equipe se descola para o bom prato, com uma tenda para atendimento, e então aborda todos os usuários que estão no bom prato, dentro do período de almoço. Nesse período a equipe se divide em duas turmas, a equipe de ESF, faz os atendimentos básicos de enfermagem e clínico, aos usuários que possuem interesse pelo atendimento individual, com esculta e acolhimento e os demais profissionais promovem ações de promoção e prevenção à saúde, durante a fila e período de refeição dos usuários. Os ACS realizam a organização do local, direcionam os usuários e faz o registro básico dos pacientes que passam por atendimento. Após a ação, os atendimentos são registrados como atividade coletiva (grupo), e o médico registra o atendimento individual, conforme maior necessidade de demanda. O projeto está estruturado em etapas, sendo a primeira, com o objetivo de fortalecer a ação e a base de funcionamento entre todos os envolvidos, e segunda ocorreu em 2024, que se baseia na mensuração do perfil dos atendimentos, através da aplicação de pesquisa para identificação de perfil epidemiológico, social e demográfico.
O projeto saúde no Bom prato já completou 02 anos de execução, e no seu segundo ano foi aplicada a pesquisa descritiva do perfil epidemiológico, social e de saúde dos pacientes, para melhor entendimento de execução da ação. Entre os resultados obtidos com a pesquisa se destaca: 72% dos pacientes/frequentadores do Bom Prato são homens; 63% dos pacientes recebem apenas 01 salário mínimo de renda financeira; 78% dos pacientes residem sozinhos; 35% dos pacientes se alimentam diariamente no bom prato, e 20% não fazem outra refeição ao longo do dia; 49% recebem algum benefício do governo federal; 60% buscam o atendimento dos profissionais de saúde para aferição de PA 47% relatam diagnóstico confirmado de hipertensão; Além dos resultados numéricos apresentados, a ação de saúde no bom prato trás como resultado o fornecimento mínimo de conhecimento e entendimento básico da situação de saúde para pessoas que em sua grande maioria não possuem esse entendimento próprio. E promover ações que visam fortalecer a prevenção de doenças e agravos na população.
O projeto saúde no Bom prato já completou 02 anos de execução, e no seu segundo ano foi aplicada a pesquisa descritiva do perfil epidemiológico, social e de saúde dos pacientes, para melhor entendimento de execução da ação. Entre os resultados obtidos com a pesquisa se destaca: 72% dos pacientes/frequentadores do Bom Prato são homens; 63% dos pacientes recebem apenas 01 salário mínimo de renda financeira; 78% dos pacientes residem sozinhos; 35% dos pacientes se alimentam diariamente no bom prato, e 20% não fazem outra refeição ao longo do dia; 49% recebem algum benefício do governo federal; 60% buscam o atendimento dos profissionais de saúde para aferição de PA 47% relatam diagnóstico confirmado de hipertensão; Além dos resultados numéricos apresentados, a ação de saúde no bom prato trás como resultado o fornecimento mínimo de conhecimento e entendimento básico da situação de saúde para pessoas que em sua grande maioria não possuem esse entendimento próprio. E promover ações que visam fortalecer a prevenção de doenças e agravos na população.
Bom Prato, Vulnerabilidade, Promoção a Saúde.
BRUNNA DELESPORTE ESTEVES