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Ao abordar temas relacionados às vulnerabilidades para as ISTs, precisa-se entender que a sexualidade está permeada por valores, fatores culturais e desigualdades. Determinados segmentos da população, mesmo com frequentes exposições a situações de risco para as ISTs, enfrentam barreiras para utilizar os serviços de saúde. Sendo assim, esses locais precisam oferecer condições que favoreçam o acesso desses indivíduos às tecnologias de prevenção ao HIV e outras ISTs. A realização de ações extramuros é uma estratégia que atende esse propósito, sendo estimulada, através de subsídio e educação continuada, pela Coordenadoria de IST/Aids da cidade de São Paulo.
Reestruturar a atuação da equipe de prevenção ao HIV e outras ISTs, do SAE Vila Prudente, com foco nas populações mais vulnerabilizadas e prioritárias.
No segundo semestre/2023 foi realizado um mapeamento do território. Para isso, realizou-se conversas com lideranças locais, profissionais de equipamentos de saúde e agentes de prevenção. Para uma melhor visualização desse território, utilizou-se um mapa físico, no qual passaram a ser sinalizados os locais em que eram realizadas algum tipo de ação de prevenção. Essa estratégia auxiliou a equipe a entender as áreas e os espaços em que seriam necessários intensificar tanto as ações quanto a distribuição de insumos de prevenção. Em paralelo a esse processo, ocorreram articulações locais e aproximações com espaços e lideranças da região. Antes de cada ação se concretizar, a equipe realizou reuniões e conheceu os espaços. Dentre as possibilidades de ações, foram realizadas atividades educativas; capacitações profissionais; testagem para ISTs; oferta de PEP e PrEP; encaminhamento para tratamentos e distribuição de insumos de prevenção. Ocorreu, também, o aumento da equipe de agentes de prevenção, os quais são responsáveis por abastecer pontos estratégicos com os insumos de prevenção, além de realizar educação entre seus pares sobre prevenção ao HIV e outras ISTs.
Observou-se o fortalecimento do vínculo do SAE com as lideranças locais e com a comunidade. Também foi possível aumentar o número de ações extramuros. Comparado aos dados de 2023, o serviço teve, em 2024, um aumento de 209% nas ações de testagens para HIV e outras ISTs. As atividades, durante esse ano, tiveram foco principal em populações em vulnerabilidade social, 18 ações (41,5%), e jovens, 13 ações (31,7%). Porém, também foram contemplados imigrantes, trabalhadoras do sexo, frequentadores de terreiros, entre outros.
Observou-se, durante esse processo, um maior envolvimento e sensibilização da equipe de trabalho com essas ações, assim como dos agentes de prevenção. Além disso, ressalta-se a importância do trabalho com os agentes de prevenção, o qual permitiu um elo maior entre o serviço de saúde e a população, tornando-se, também, uma maneira de acessar outros locais e intensificar as ações de prevenção no território.
Ações, extramuros, acesso, IST/AIDS
NATALIA TEIXEIRA HONORATO SOARES, CASSIA DOS SANTOS BITTENCOURT, HENRIQUE NAGAO HAMADA, CAROLINA MUZILLI BORTOLINI, MARCIA TSUHA MORENO