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A dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, representa um grave problema de saúde pública em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil. Em 2024, a região de São Mateus, localizada no extremo leste do município de São Paulo vivenciou um aumento significativo nos casos da doença, sobrecarregando o sistema de saúde e exigindo medidas urgentes para conter a epidemia. Diante desse cenário, a otimização das estratégias de controle vetorial, como os bloqueios e nebulizações, tornou-se essencial para minimizar os impactos da dengue na população. Em 2024, São Mateus registrou um aumento alarmante nos casos de dengue, com um total de 25.771 casos confirmados em comparação com os 240 casos em 2023. Esse aumento de 10.637,92% demonstra a necessidade urgente de uma abordagem mais eficiente e eficaz no combate ao mosquito transmissor da doença. Em resumo, a otimização dos bloqueios e nebulizações, por meio da aplicação da metodologia proposta, é fundamental para aprimorar a eficiência e a eficácia das ações de combate à dengue em São Mateus. Essa abordagem permite direcionar os recursos de forma mais estratégica, reduzir o impacto ambiental, melhorar a efetividade das ações, engajar a população e garantir a sustentabilidade das estratégias de controle da doença.
O objetivo é descrever a distribuição espacial dos casos positivos de dengue em São Mateus, identificando as regiões com maior número de casos e correlacionando-as com a capacidade de resposta da Unidade de Vigilância em Saúde (UVIS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS). Com base nesta análise, busca-se otimizar a alocação de recursos para as ações de bloqueio e nebulização, visando atender o maior número de bloqueios de criadouros e nebulizações em um curto espaço de tempo, priorizando as regiões com maior concentração de casos e, consequentemente, maior transmissão da doença.
A metodologia utilizada para otimizar o combate à dengue em São Mateus baseou-se no georreferenciamento de casos fornecido pela prefeitura de São Paulo. Foi possível mapear e analisar a distribuição espacial dos casos, identificando áreas com maior concentração, otimizar a alocação de recursos e direcionar as ações de combate à dengue de forma mais eficiente, resultando em um aumento significativo da capacidade de resposta da Unidade de Vigilância em Saúde (UVIS) e das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Etapas da Metodologia 1. Coleta de dados de casos positivos de dengue notificados em São Mateus, incluindo informações sobre a localização dos casos. 2. Atribuição de coordenadas geográficas aos casos de dengue, permitindo sua localização no mapa. 3. Análise da distribuição espacial dos casos de dengue, utilizando técnicas para identificar padrões, áreas de maior concentração e possíveis clusters. 4. Correlação dos resultados da análise espacial com a capacidade de resposta da UVIS e UBS, incluindo informações sobre a disponibilidade de equipes, equipamentos e recursos. 5. Proposição de estratégias para otimizar a alocação de recursos, direcionando as ações para as áreas com maior necessidade e priorizando o atendimento das regiões com maior transmissão da doença. 6. Implementação e avaliação das estratégias propostas, monitorando o impacto das ações na redução do número de casos e na disseminação da doença.
A implementação da metodologia proposta resultou em um aumento significativo da capacidade de resposta da UVIS e UBS, passando de 196 bloqueios e nebulizações realizadas em 2023 para 4110 bloqueios e nebulizações realizadas em 2024. Este aumento expressivo demonstra a efetividade da metodologia utilizada e o impacto positivo na otimização das ações de combate à dengue em São Mateus.
A utilização da ferramenta de georreferenciamento de casos, aliada à análise espacial e à correlação com a capacidade de resposta das unidades de saúde, mostrou-se fundamental para o aprimoramento das ações de combate à dengue em São Mateus. A metodologia proposta permitiu otimizar a alocação de recursos, direcionar as ações para as áreas com maior necessidade e aumentar a capacidade de resposta das unidades de saúde, resultando em um controle mais efetivo da doença no município.
Ações, UVIS
CAROLINA PALOPOLI PEREZ, CARLOS ROBERTO DE MORAES JUNIOR, CRISTIANE MODOLO ROMERO, RODNEI FRANCISCO MOUTINHO