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Iniciar o uso de insulina é um desafio para muitos pacientes, especialmente para os que resistem ao tratamento devido a medo, falta de informação ou dificuldades em adaptar o estilo de vida. A consulta farmacêutica é fundamental para garantir a adesão e a eficácia da insulinoterapia. A Portaria GM/MS nº 4.379/2024, que altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 2/2017 e estabelece as Diretrizes Nacionais do Cuidado Farmacêutico no SUS, reforça o papel crucial do farmacêutico na atenção à saúde. Ela destaca que o cuidado farmacêutico deve seguir os princípios de universalidade, integralidade e equidade, integrando-se às equipes de saúde para garantir o uso seguro e racional de medicamentos e melhorar os resultados em saúde. Este projeto tem como objetivo oferecer acompanhamento farmacêutico contínuo para pacientes que iniciam o uso de insulina ou que apresentam resistência ao tratamento. As consultas semanais proporcionam suporte técnico e emocional, focando não apenas no início, mas também na manutenção eficaz do tratamento. A importância do projeto se reflete no impacto positivo observado na adesão ao tratamento e na qualidade de vida dos pacientes, alinhando-se às diretrizes da nova portaria.
Descrever a implementação de um protocolo de consultas farmacêuticas para pacientes que iniciam o uso de insulina ou que apresentam resistência à insulinoterapia, visando melhorar a adesão ao tratamento, reduzir reações adversas e promover uma convivência saudável com o diabetes
O projeto foi desenvolvido de forma em que todos os pacientes com prescrição de insulina sejam encaminhados para uma consulta farmacêutica inicial. Nesta consulta, são avaliados fatores como medos, entendimento sobre o diabetes, e desafios em aderir ao tratamento. Após a consulta inicial, o paciente é acompanhado semanalmente, onde são monitoradas possíveis reações adversas (RAMs) e, quando necessário, ajustes na dose de insulina são feitos em conjunto com o médico prescritor. O foco não está apenas no ajuste medicamentoso, mas também em fornecer orientação sobre estilo de vida, horários de administração e superação de barreiras emocionais relacionadas ao uso de insulina. Nesse projeto 25 pessoas com diabetes foram impactas e tiveram melhora na resposta terapeutica.
Os resultados deste acompanhamento têm sido muito positivos. Observou-se uma melhora significativa na adesão ao tratamento de insulinoterapia, com pacientes relatando maior confiança e menor medo em relação ao uso de insulina. Além disso, o controle glicêmico dos pacientes melhorou, indicando maior eficácia do tratamento. O apoio contínuo e personalizado tem feito com que os pacientes se sintam mais acolhidos e menos sobrecarregados pela doença, o que reflete em uma melhor qualidade de vida e em um manejo mais eficiente do diabetes.
A implementação das consultas farmacêuticas regulares para pacientes em insulinoterapia demonstrou ser um modelo eficaz para melhorar a adesão ao tratamento e o controle do diabetes. Através do acolhimento e da orientação contínua, os pacientes superaram a resistência ao uso de insulina e aprenderam a conviver com o diabetes de forma mais positiva. No entanto, o projeto enfrentou alguns desafios importantes e acredita-se que, superando esses obstáculos, o projeto pode ser ainda mais eficaz e servir como modelo para outras instituições.
Engajamento do Paciente, Insulinoterapia,
LUANA MARQUES FERREIRA, CLARA ANDRADE PRADO TEIXEIRA, RENART LARY GODA, FABIO JOSE DUARTE DOS SANTOS