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O “Acompanhamento adequado da criança exposta à sífilis congênita, com diagnóstico de sífilis congênita ou neurosífilis conforme protocolo”, pois constatamos que as equipes de saúde apresentavam fragilidades para monitoramento dos casos dessas crianças.
Adequar o monitoramento das crianças conforme o Protocolo de Transmissão Vertical de Sífilis da Secretaria Municipal de Saúde (SMS); ampliar e fortalecer o conhecimento técnico das equipes de saúde; ampliar a busca ativa em tempo oportuno das crianças, para a realização de exames laboratoriais VDRL/Líquor/Radiografia de ossos longos.
Nos meses de julho, agosto e setembro do ano de 2023 foram realizadas reuniões técnicas de discussão do Protocolo de Transmissão Vertical de Sífilis, que abordaram com as equipes: Implantação da Planilha de Monitoramento Sífilis em julho de 2023; intensificação da utilização da Ficha de Acompanhamento da Criança preenchida na primeira consulta do recém-nascido pelos médicos/enfermeiros e arquivada no prontuário; Aprimoramento da busca ativa por meio dos registro dos contatos telefônicos, visitas/coletas domiciliares e agendamentos de atendimentos/exames na unidade, rastreamento das crianças que mudaram da área de abrangência da UBS, para referenciamento do acompanhamento em outras unidades.
Implantação da planilha e utilização da ferramenta pelas equipes, como norteador da gestão do cuidado das crianças facilitando o monitoramento e a busca ativa em tempo oportuno conforme o Protocolo de Transmissão Vertical de Sífilis. Observamos que antes do estudo somente 33% das crianças estavam sendo acompanhadas em exames conforme o protocolo, 17% mudaram da área de abrangência da UBS e 50% das crianças acompanhadas apresentavam pendências relacionadas aos exames. Após a realização das estratégias observamos que temos 17 crianças ativas, dessas 71% realizaram os exames em conformidade, e 29% crianças estão com os exames em atraso, sendo que todas as equipes por meio da planilha estão realizando a busca ativa.
Notou-se um aumento de 38% na qualidade do acompanhamento adequado das crianças expostas à sífilis congênita, com diagnóstico de sífilis congênita ou neurosífilis. Desta maneira, espera-se que o matriciamento e a utilização das ferramentas contribuam efetivamente para o acompanhamento e cuidado longitudinal das crianças conforme o protocolo.
Sífilis, Neurosífilis, Protocolo
Steffani Gomes de Paula, Vanessa Caravage de Andrade, Sheila Santana de Oliveira, Elizabeti Mayumi Nakazoni