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Segundo a organização Mundial da Saúde glicemia alterada é o terceiro fator de mortalidade prematura (SBD, 2021) O Programa de automonitoramento glicêmico da Secretária Municipal da Saúde(SMS) é uma política prevista em âmbito nacional e no município de São Paulo disponibiliza através do Sistema Único de Saúde (SUS) possibilitando o acesso de forma contínua aos insumos: tiras, lancetas, canetas de insulina, caixa de perfurocortante e seringas que garantam o automonitoramento glicêmico (AMG), através de disponibilização de aparelhos monitores de verificação glicemia capilar. O papel das Supervisão técnica de saúde é de acompanhar os programas e políticas de saúde no território de sua abrangência, assim a STS Santa Cecilia é responsável pelo acompanhamento e monitoramento do programa AMG no seu respectivo território, ou seja avaliação dos dados gerados pelo trabalho das unidades e em parceria com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) o andamento do cuidado do paciente com diabetes avaliando o número de alterações nas medições de glicemia diária e também a falta de informação sobre o acompanhamento desses pacientes nas base de dados providas dos sistemas e programas utilizados no AMG, além de ser responsável por abastecer e garantir insumos e ferramentas de trabalho suficiente para as UBSs executarem o serviço. A junção do trabalho de acompanhamento e cuidado da UBS com o olhar de gestão e analise de dados da STS tende a fazer com que o programa AMG seja efetivo na região.
O Objetivo é utilizar as informações de medição de glicemia capilar que o software da empresa detentora da ata dos insumos e aparelho do AMG fornece e a assiduidade que as unidades de saúde alimentam o sistema e acompanha seus pacientes insulinodependentes com os dados disponíveis.
Foi exportada planilha por unidade com as medições de glicemia capilar do último trimestre de 2023 de todas as UBSs da STS Santa Cecilia e exposto os dados de número de pacientes cadastrados, medições de glicemia alterada, tanto máxima quanto mínima, número de paciente sem registro de medicação e pacientes compensados com a equipe multiprofissional e gestores das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Após exposição dos dados foi feito sensibilização dos profissionais para a importância do acompanhamento dos pacientes olhando para as medições de glicemia capilar fornecida pelo software utilizado. Em seguida foi escolhida a UBS com maior número de usuários cadastrados para olhar o numero de pacientes sem dado de medição de glicemia capilar, fazer contato com esses usuários ou via telefone ou visita domiciliar (VD), fazer lançamento da informação e verificar qualidade dos dados extraídos do software.
Foi escolhida como piloto a UBS Santa Cecilia que tem cadastrado 491 pacientes no programa AMG, foi gerado gráfico para melhor identificação visual das equipes e gerente. Legenda: (a) total de pacientes, (b) Sem descarregar informação, (c) medição maior que 300 de glicemia, (d) medição menor que 70 de glicemia, (e) Críticos(medição maior que 300 e menor que 70),(f) compensados (entre 70 a 18 de glicemia): Foi Realizado levantamento de prontuário dos 272 usuários no inicio de feveiro sem dados no software para entender o motivo de não haver lançamento de informações e foi verificado através de levantamento dos prontuários que 45% não compareceram a unidade para consulta e descarregar aparelho, nesses casos foi proposto visita domiciliar ou contato telefônico para verificar o acompanhamento. Os outros 65% estiveram na mas não foi feito a descarga do aparelho. Posteriormente foi feito uma força tarefa da equipe de enfermagem da UBS para rastrear esses pacientes e tentar descarregar os dados, além de verificar como esta o acompanhamento de diabetes e informar sobre a importância do acompanhamento continuo para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com diabetes. Na primeira semana de fevereiro após essa ação da equipe de enfermagem foi observado uma mudança positiva nos registros de lançamento do software tanto como maior entendimento dos usuários que vieram na unidade, reduzindo para 171 numero de pacientes sem dados: a:476, b:171, c:109, d:170, e:73, f:22
O registro de informação via software permite a extração de dados que indicam tanto para STS quanto para a UBS o cenário do cuidado com diabetes que a unidade tem com a população insulinodependente, mas a melhora da qualidade de vida dos usuários depende do esforço da equipe multidisciplinar inserida na linha de cuidado dos pacientes. Concluo que é necessário alimentar o software do AMG com frequência com informações de todos os usuários, mas olhar para os dados tanto de pacientes que descarregam as informações de medição de glicemia quanto para os sem descarregamento é importante para a unidade conhecer os possíveis abandonos ou usuários com baixo entendimento sobre sua situação de saúde e sobre a Diabetes e assim despertar um esforço de atendimento pela equipe multidisciplinar pensando no acompanhamento integral desse paciente.
Diabetes, Automonitoramento, Doença Crônica
Felipe Aparecido Mourão