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A bronquiolite viral e a infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) representam um importante problema de saúde pública, especialmente em crianças menores de 2 anos ou com fatores de risco específicos, como prematuridade e doenças cardíacas ou respiratórias crônicas. O palivizumabe é um anticorpo monoclonal indicado para prevenção dessas infecções em grupos de risco, devendo ser administrado de forma mensal durante a temporada de maior incidência viral. O Polo Osasco foi criado em 2018 para atender os municípios pertencentes à rota dos Bandeirantes, para facilitar o atendimento das crianças que eram realizados no Hospital da Criança (HC), com esse objetivo foi escolhido um local de fácil acesso, a PZS. A PZS, em parceria com a Vigilância Epidemiológica (VE), organiza o agendamento e a aplicação do palivizumabe, atendendo toda a rota dos Bandeirantes. Este trabalho visa descrever e analisar o processo de agendamento, aplicação e acompanhamento das crianças atendidas, destacando a importância da organização e do planejamento para garantir a cobertura vacinal adequada. O agendamento eficiente da aplicação do palivizumabe é essencial para garantir que crianças em risco recebam a imunoprofilaxia de maneira correta e no tempo adequado, prevenindo complicações graves decorrentes da infecção pelo VSR. A atuação da Vigilância Epidemiológica, aliada à estrutura da PZS permite otimizar o atendimento, reduzir faltas e assegurar a continuidade do tratamento.
•Descrever o processo de agendamento e aplicação do palivizumabe na Policlínica Zona Sul de Osasco. •Avaliar a cobertura da vacinação e adesão das famílias ao esquema de imunização. •Contribuir com informações para o planejamento de estratégias preventivas contra o VSR no município.
O estudo é de caráter descritivo, baseado em registros da VE e da PZS. Os agendamentos iniciais são realizados pela VE, conforme os critérios do Ministério da Saúde: crianças prematuras nascidas com idade gestacional ≤28 semanas (até 28 semanas e 6 dias) com menos de 1 ano; e crianças com até 1 ano e 11 meses portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade, displasia pulmonar ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica. Os pais comparecem com a criança à PZS na data e horário agendados, portando documentos da criança, recebem orientações, preenchem questionário com informações clínicas e assinam termo de consentimento. A primeira dose de palivizumabe é aplicada seguindo o protocolo do Ministério da Saúde, já sendo agendada a dose subsequente com intervalo de 1 mês. Os pais são orientados a contatar a equipe de enfermagem em caso de impossibilidade de comparecimento. Ao final de cada aplicação, a enfermeira responsável registra os dados em planilha compartilhada entre VE e PZS, contendo nome, data de nascimento, peso, número da dose e data de retorno. A partir dessa planilha, foram analisadas as doses aplicadas durante a temporada, bem como a frequência e adesão das famílias ao esquema mensal de imunização.
Durante o período de análise, a PZS realizou agendamento de 138 crianças, aplicando 428 doses de palivizumabe ao longo da temporada, considerando os critérios de idade e números de doses. Observou-se alta adesão das famílias, apresentando apenas 4 crianças que não completaram o número de doses programas para o período considerado. A atuação da VE foi fundamental para organizar a logística da rota dos Bandeirantes garantindo que todas as crianças de risco fossem atendidas de forma eficiente. Desafios identificados incluíram a necessidade de reforço na comunicação com famílias e a dificuldade de transporte em alguns pontos da rota.
O agendamento e aplicação do palivizumabe pela Policlínica Zona Sul de Osasco, com suporte da Vigilância Epidemiológica, demonstram a importância de um planejamento organizado e integrado para a prevenção de infecções graves pelo VSR. A alta adesão ao esquema vacinal evidencia a efetividade das estratégias adotadas, embora haja espaço para melhorias na comunicação e na logística. Este modelo de atendimento pode servir de referência para outras unidades de saúde que buscam ampliar a cobertura de imunoprofilaxia em grupos de risco, contribuindo para a redução da morbimortalidade infantil relacionada ao vírus sincicial respiratório. Além disso, o registro e acompanhamento das doses aplicadas oferecem dados relevantes para o planejamento de futuras campanhas preventivas e para a avaliação da efetividade da imunização.
PREVENÇÃO, IMUNOPROFILAXIA, REDE
ALESSANDRA ALVES DE CASTRO, ARIEDINA DE BARROS RIBEIRO, DANIELA MURATO GOEKING, ELAINE CRISTINE ZORZAN, ELIANE DE OLIVEIRA COSTA, HÉRICA DE AMORIN OCTANI