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Este relato descreve a experiência de um médico residente em Medicina de Família e Comunidade na aplicação do agulhamento seco no manejo da Síndrome Dolorosa Miofascial (SDM) em uma Unidade de Saúde da Família (USAFA) no município de Guarujá. A técnica foi utilizada como parte do tratamento de pacientes com dor crônica, visando ampliar o arsenal terapêutico disponível na Atenção Primária à Saúde (APS).
Objetivo Geral: Descrever a experiência de utilização do agulhamento seco no manejo da Síndrome Dolorosa Miofascial na Atenção Primária à Saúde. Objetivos Específicos: 1.Relatar a aplicação do agulhamento seco em pacientes com SDM. 2.Avaliar a eficácia da técnica no alívio da dor e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. 3.Discutir a viabilidade da incorporação do agulhamento seco na prática clínica da APS.
A experiência ocorreu na USAFA Vila Rã, no município de Guarujá, durante o segundo ano de residência médica em Medicina de Família e Comunidade. Os pacientes foram selecionados com base na queixa de dor musculoesquelética e na identificação de Pontos Gatilho durante o exame físico. A intensidade da dor foi avaliada utilizando a Escala Visual Analógica (EVA). O agulhamento seco foi realizado com técnicas de inserção em leque ou manutenção da agulha por 2-3 minutos, visando a desativação dos PG. Após o procedimento, a dor foi reavaliada, e os pacientes foram acompanhados para verificar a necessidade de novas sessões.
A aplicação do agulhamento seco resultou em melhora imediata da dor na maioria dos pacientes, com aumento da satisfação e do vínculo médico-paciente. A técnica mostrou-se eficaz na redução da dor e na diminuição da necessidade de abordagens medicamentosas. Além disso, a resolutividade das queixas álgicas aumentou, com menor frustração por parte dos profissionais de saúde.
O agulhamento seco mostrou-se uma ferramenta valiosa no manejo da Síndrome Dolorosa Miofascial na APS, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e da prática clínica dos profissionais de saúde. A técnica ampliou o arsenal terapêutico disponível na APS, destacando a importância de abordagens multidimensionais no tratamento da dor. Futuras pesquisas e capacitações podem consolidar o uso do agulhamento seco como parte integrante da prática clínica na Atenção Primária.
Agulhamento a seco, APS, dor miofascial, medicina
BRUNO CÉSAR CASTRO BUENO