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O Comitê Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e Zoonoses é uma estrutura intersetorial permanente, criada em 2015. Composto por 14 secretarias e 3 órgãos, atua como um espaço estratégico para discussão e deliberação sobre arboviroses e seus determinantes ambientais. Em 2019, duas lacunas críticas foram identificadas: meios para a comunicação de risco ágil, de grande alcance, versátil e em tempo oportuno e o uso limitado de meios digitais. A Comissão Gestora do Comitê, em parceria com a Gestão do Programa Municipal de Enfrentamento das Arboviroses e o Núcleo Técnico de Comunicação em Vigilância e Saúde, desenvolveu um estudo para aprimorar a comunicação de risco. Foi desenvolvido e implementado o Alerta Dengue Campinas, um instrumento digital de comunicação direta à população, com linguagem simples. O Alerta informa as áreas prioritárias para controle da dengue, elencadas por indicadores técnicos, orientando a atuação integrada do poder público e a mobilização social. Em 2025, o Alerta foi atualizado com novo critério de risco, identidade visual renovada e periodicidade semanal, destacando bairros em alerta onde há “intensificação” das ações da máquina pública, controle mecânico, biológico e químico do vetor e mobilização social. Essa estratégia visa manter a visibilidade das áreas de risco, fortalecer o combate ao Aedes aegypti, garantir que a informação chegue em tempo oportuno aos cidadãos e gestores e reduzir imóveis inacessíveis.
Realizar comunicação de risco em tempo oportuno por emissão digital do Alerta Arboviroses Campinas, informando a população e responsáveis das pastas da administração pública sobre o risco de transmissão da dengue, Zika e chikungunya. Garantir transparência nas ações de controle; Mobilizar a população para identificar e eliminar criadouros do Aedes aegypti; Fornecer dados confiáveis à imprensa, promovendo a permanência do tema na pauta, ampliando as oportunidades de maior alcance e fortalecendo a conscientização pública; Estimular consciência coletiva sobre a prevenção das arboviroses, incentivando ações individuais e comunitárias sem banalizar o risco presente em toda a cidade; Sensibilizar e engajar servidores públicos quanto à sua responsabilidade no combate às arboviroses, tanto no exercício da função quanto como cidadãos; Integrar diferentes setores da administração pública, promovendo respostas eficazes aos munícipes e ações alinhadas às prioridades indicadas no Alerta.
Semanalmente, profissionais das Vigilâncias Regionais em Saúde, reúnem-se em um espaço técnico, coordenado por representantes do Programa Municipal de Prevenção e Controle das Arboviroses, analisam a distribuição dos casos e direcionam as ações de campo. Um dos produtos dessa reunião é o levantamento dos bairros que representam maior risco de transmissão de arbovírus e/ou em que serão direcionados os trabalhados de controle e prevenção. É produzido documento digital intitulado “Alerta Arboviroses Campinas”, publicado uma vez por semana. O Alerta é inserido no site oficial das arboviroses (www.campinas.sp.gov.br/sites/arboviroses) e disseminado via WhatsApp®, por servidores da Secretaria de Saúde, Comunicação e demais órgãos e secretarias envolvidas no Comitê, em grupos de trabalho, grupos de representação de bairros, conselhos. A Secretaria de Comunicação publica como Nota de Imprensa e envia para diversos meios de comunicação. Alguns são impressos e fixados em locais visíveis ao público circulante, especialmente, nos bairros apontados, facilitando a disseminação da informação à população. Todas as Secretarias que compõem o Comitê recebem o Alerta por e-mail e SEI® (Sistema Eletrônico de Informações), para que registrem as providências tomadas em resposta aos Alertas e as ações realizadas nos locais de trabalho. No âmbito do Comitê, são pautadas as ações, avanços e desafios de atuação nas áreas de alerta.
Desde o início, foram emitidos 87 Alertas, informando sobre o risco de transmissão de arboviroses e a intensificação das ações de controle vetorial. O instrumento subsidiou o planejamento e as ações intersetoriais de enfrentamento das arboviroses. Ele tornou-se um meio estratégico de comunicação de risco, mantendo a dengue na pauta pública. A adoção do Alerta pelo Comitê fortaleceu a coordenação das ações intersetoriais, orientando a força de trabalho dos órgãos públicos para as áreas de maior risco incluindo as ações nos próprios espaços públicos. A análise do Sisaweb, comparando os períodos de 1º a 31 de janeiro de 2024 e 2025, mostrou uma leve redução no percentual de imóveis inacessíveis durante as ações de controle vetorial: 53,36% em 2024 para 52,49% em 2025 (queda de 0,87%). Embora essa diminuição coincida com a implementação do novo Alerta, ainda não é possível atribuí-la diretamente à ferramenta, pois trata-se de um indicador multicausal que requer análises mais detalhadas.
A comunicação de risco à população com uso das ferramentas digitais de forma transparente e acessível, pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias eficazes de enfrentamento, garantindo maior celeridade e confiabilidade no fluxo de informações para a tomada de decisão. Os Alertas podem impulsionar ações intersetoriais de combate ao mosquito, mobilizando órgãos e serviços públicos e privados. Esses atores desempenham um papel fundamental na disseminação das informações, seja por meio de abordagens diretas à população ou pela ampliação do alcance da ferramenta. A confiabilidade do Alerta como instrumento de comunicação de risco exige cuidados contínuos em todas as etapas de sua elaboração e nos meios de divulgação, garantindo sua efetividade e relevância ao longo do tempo. Vale reforçar a necessidade de um enfrentamento sistemático e integrado envolvendo também outros setores da administração pública, a iniciativa privada e a sociedade civil. É essencial reconhecer que a comunicação de risco é um dos componentes do enfrentamento às arboviroses. O Alerta é uma ferramenta valiosa, mas não substitui a execução sistemática de ações de controle vetorial, de educação e atenção à saúde pelos serviços públicos e privados.
Alerta Dengue,comunicação,eliminar criadouros.
PRISCILLA BRANDÃO BACCI PEGORARO, MILENA APARECIDA RODRIGUES DA SILVA, FAUSTO DE ALMEIDA MARINHO NETO, SIDNEI FURTADO FERNANDES, MARIANA ANTUNES DA SILVA FERREIRA, ALINE BORGES NUNES DE OLIVEIRA