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O recém-nascido (RN) de risco é definido como aquele que está exposto a situações em que há maior risco de evolução desfavorável, além de apresentar maior chance de mortalidade e morbidade. Este RN de risco demanda atendimento especializado por profissionais habilitados em conjunto ao acompanhamento realizado pela atenção básica¹, uma vez que o tempo de início deste seguimento é o diferencial de qualidade na prevenção de sequelas evitáveis. O ANEO é referência às maternidades públicas do município de Guarulhos e recebe RNs provenientes das quatro Regiões de Saúde, imediatamente, após a alta hospitalar ofertando acolhimento e seguimento em puericultura especializada. JUSTIFICATIVA A importância de realizar o diagnóstico precoce e os devidos direcionamentos para um melhor prognóstico, desenvolvimento e prevenção de abordagens tardias ou limitações crônicas em recém-nascidos de risco, motivou a implantação do serviço de acolhimento imediato a alta hospitalar.
Ofertar assistência necessária para que o RN de risco se desenvolva integralmente; 1. Acolher o recém-nascido e seus familiares; 2. Realizar diagnóstico de síndromes e deficiências de forma precoce; 3. Encaminhar para as especialidades necessárias; 4. Monitorar agendamentos e realização de consultas e exames, articulando com o sistema regulatório municipal de forma a garantir a agilidade e efetividade; 5. Promover e apoiar o aleitamento materno;
A equipe do ANEO tem como sede o Ambulatório da Criança e do Adolescente do Município de Guarulhos e está composta por dois pediatras, uma fisioterapeuta e uma fonoaudióloga. O serviço recebe os RNs egressos em UTI ou UCIN, de segunda a sexta feira, através de agendamento em consulta de acolhimento ao recém-nascido de alto risco. As vagas são de uso exclusivo das maternidades de referência do município e agendadas no momento da alta hospitalar. Durante a avaliação são levantadas informações do relatório de alta, exames realizados na internação, diagnósticos prévios, encaminhamentos realizados e/ou pendentes, questões sobre o pré natal, saúde mental das mães, aleitamento materno, dinâmica familiar e rede de apoio. Os fatores de risco para deficiência auditiva, como prematuridade e uso de medicação ototóxica, justificam inseri-lo na agenda de triagem auditiva neonatal (TAN) para monitoramento através de emissões otacústicas (EOA) ou potencial evocado auditivo do tronco encefálico (PEATE). O RN de risco é monitorado pelo ANEO até um ano de idade, de acordo com a necessidade de cada caso. Nos retornos, são monitorados peso, medida, PC, comprimento, calendário de vacinas, desenvolvimento neuropsicomotor, consultas e exames realizados e/ou pendentes entre outros. Após esse período o seguimento se dá na linha de cuidado entre UBS e Especialidades.
No período de junho/2023 a junho/2024 foram ofertados cerca de 800 atendimentos, entre consultas de avaliação e retorno. Tendo como CIDs principais, P073 (prematuridade), P0221 (asfixia neonatal) e P36 (sepse precoce). Os RNs foram encaminhados para Cardiologia, Genética, Endocrinologia, Neurologia, Pneumologia, Otorrinolaringologia, Nutrição, Fisioterapia e Fonoaudiologia. Através da articulação com a rede pode-se observar redução do tempo de espera por agendamento de consultas e exames, facilidade para realizar novos agendamentos em caso de falta, boa adesão ao seguimento ambulatorial proposto. A realização da TAN no momento da avaliação otimizou o tempo dessas famílias já que a maioria dos RN de risco se enquadram no programa de monitoramento auditivo.
O Brasil tem firmado compromissos internos e externos, através da Rede Alyne, para a melhoria da qualidade da atenção à saúde prestada à gestante e ao recém-nascido, com o objetivo de reduzir a mortalidade materna e infantil². Uma inovação é o AMBULATÓRIO de seguimento de egressos de UTI. O adequado acompanhamento pelo ANEO possibilita um aumento nas chances de adesão aos tratamentos, oferecendo suporte, apoio e segurança ao RN de risco e aos seus familiares, promovendo assim um melhor prognóstico e melhora da qualidade de vida.
RN de risco; Seguimento Ambulatorial; Rede Alyne
PRISCILLA PAVANELLI CAVALCANTI, ARIANE DE FREITAS BUNHOLA, EDILENE COUTO DE MORAES, BERENICE SABINO DO VALE TROTTA