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O município de Embu das Artes contratava empresas terceirizadas para a gestão do prontuário eletrônico dos usuários, dentro da atenção especializada nos serviços de urgência e emergência. Com o passar do tempo, a comunicação com uma das empresas se tornou difícil por conta da indisponibilidade de serviço em tempo integral, e o setor de planejamento da Secretaria Municipal de Saúde identificou a necessidade de um sistema que sempre estivesse a disposição para o uso ininterrupto dos profissionais.
Implantar o sistema eSUS dentro de todas nossas unidades da Atenção Especializada: SAE (Serviço de Atenção Especializada), que realiza os atendimentos dos pacientes com ISTs/AIDS; CRS (Centro de Referência em Saúde), onde se concentra atendimentos de especialidade como ortopedistas, neurologistas e etc; CER II (Centro Especializado em Reabilitação). Já dentro da rede de Atenção Psicossocial, iniciamos no CAPS i (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil), e nos pontos de atenção da RUE (Rede de Urgência e Emergência), que conta com UPA (Unidade de Pronto Atendimento); Pronto Socorro Central e Hospital Leito, para que fosse amplamente utilizado e alimentado de modo a auxiliar todos os profissionais da rede. Também objetivamos o uso do eSUS para substituir o BPA como ferramenta de faturamento, principalmente dentro das unidades da RUE, onde já se encontram em fase de teste, assim trazendo dados que antes não tinham acesso para gerar relatórios mais robustos a gestão.
Dado o rompimento repentino de contrato com a empresa terceirizada, iniciou-se um plano de ação emergêncial para a implantação do eSUS dentro da rede de Atenção Especializada. Assim, Carlos Almeida, Fábio Silva e Gabriel Brasil, responsáveis pelos sistemas de saúde do município, realizaram a implantação do sistema e capacitação dos profissionais, inicialmente no CRS com 2 dias de treinamento. Posteriormente, a mesma equipe seguiu para o CER, que apesar de desafios por conta do fluxo interno da unidade, foi criada a metodologia para finalizar a implantação que durou quatro dias. Em seguida, Carlos e Gabriel foram para o SAE, e a implantação levou um dia por se tratar de uma unidade menor. Por último, o time seguiu para o CAPS i, e finalizou em dois dias. Já na RUE, a implantação se deu após divergências entre a empresa terceirizada contratada e a SMS, que iniciou o processo de forma concomitante em todas as unidades, por meio da divisão da equipe, a fim de minimizar os transtornos aos profissionais e usuários. Houve uma hora entre a queda do sistema terceirizado e a implantação total do eSUS na recepção e classificação, que levou quatro dias para a capacitação de todos os turnos. Por fim, recentemente houve a substituição do BPA pelo eSUS por meio do módulo de CDS, após um treinamento dado por Gabriel Brasil com a equipe responsável pelo faturamento do Pronto Socorro Central, unidade piloto que está em fase de testes.
A implantação do eSUS ocorreu em quase todas as unidades do município, faltando apenas CAPS II e CAPS AD devido à falta de estrutura tecnológica. Nas unidades da RUE, foi implementado na recepção e classificação de risco, mas não nas demais áreas por falta de recursos tecnológicos. Contudo, há um plano detalhado para a implantação completa. Assim, foi possível criar um portuário único do paciente dentro do município, onde consta todos seus atendimentos/procedimentos realizados em qualquer unidade e nível de atenção, deste o seu primeiro contato com a rede em qualquer ponto. Por exemplo: o médico da APS encaminha o usuário para um atendimento de ortopedia, ele passa na consulta com este profissional, que pode consultar qual foi a queixa dada na APS para ter um melhor embasamento em seu atendimento, assim o prontuário do usuário fica mais robusto. Em relação à produção, houve um aumento significativo após o uso do eSUS. No CER II, a média mensal de procedimentos subiu de 3.826 para 6.686, um aumento de 75%, sendo esta produção extraída do eSUS e trasmitida pelo BPA. Na RUE, o faturamento pelo eSUS (em fase de teste em uma unidade piloto), demonstra superioridade em relação ao BPA. Os relatórios gerados pelo eSUS são mais precisos, especialmente na RUE, onde se tem informações detalhadas dos atendimentos/procedimentos por profissional de maneira individualizada. Mesmo sem a implantação completa, é possível vizualisar as entradas e classificação de risco detalhadas do usuário.
A implementação do sistema eSUS em Embu das Artes foi um divisor de águas no gerenciamento dos prontuários eletrônicos dos pacientes na Atenção Especializada e nos serviços da RUE. Inicialmente, a dependência de empresas terceirizadas resultou em desafios de comunicação e disponibilidade, o que levou a Secretaria Municipal de Saúde a identificar a necessidade urgente de um sistema mais eficiente e acessível. A introdução do eSUS não só melhorou a eficiência operacional como também facilitou a unificação dos prontuários dos pacientes. Profissionais de saúde agora podem acessar rapidamente um histórico completo dos atendimentos, independentemente do ponto de entrada na rede de saúde. Esta integração resultou em um atendimento mais robusto e bem- informado, otimizando a qualidade dos serviços prestados.
Prontuario unificação e interopeabilidade
GABRIEL BRASIL, EGIDIO MAGALORI NETO