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O relato evidencia os caminhos percorridos no município de Suzano, em busca de estratégias para o fortalecimento da participação da família e da equipe multidisciplinar na recuperação de pacientes no ambiente domiciliar. A proposta integrada ao programa “Melhor em Casa”, do Ministério da Saúde, envolveu equipe multidisciplinar com profissionais das áreas de medicina, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia e enfermagem, com a atuação domiciliar ampliada, por meio da oferta do suporte psicológico aos familiares, além dos demais cuidados previstos A participação ativa da família é essencial para a recuperação do paciente em diferentes dimensões, e o trabalho compartilhado por meio dos diferentes saberes (equipe e usuários) potencializa as possibilidades da integralidade do cuidado incluindo o apoio psicológico na construção de planos de intervenções singulares a cada contexto.
Fortalecer a participação da família na recuperação de pacientes em internação domiciliar por meio do apoio psicológico oferecido pela equipe multidisciplinar de saúde do programa “Melhor em Casa”. Avaliar o impacto do envolvimento familiar na recuperação do paciente. Investigar a percepção da família e sobre sua importância na recuperação do paciente. Examinar a eficácia do programa “Melhor em Casa” através da integração do suporte psicológico aos familiares.
No percurso, foram mapeadas as necessidades familiares de pacientes com perfis diversos, faixa etária entre 20 e 70 anos que apresentaram questões de saúde relacionados a paraplegia por queda, doença neuromuscular degenerativas, sequelas neurológicas dentre outras. Neste contexto, a equipe identificou a necessidade de suporte psicológico às famílias e realizou avaliação detalhada da situação de cada paciente em seu ambiente domiciliar, considerando a realidade familiar, a disponibilidade de cuidadores e as condições socioeconômicas das famílias. Com base na avaliação prévia, foram desenvolvidas estratégias para fortalecer o vínculo familiar, que muitas vezes é fragilizado pela condição de saúde do paciente. Essas estratégias visaram promover a comunicação e a interação entre os membros da família, além de identificar e resolver possíveis conflitos familiares. Ainda, foi oferecido atendimento psicológico individualizado às famílias e aos pacientes, conforme avaliação profissional. O atendimento foi realizado por profissionais de psicologia, em articulação com o programa “Melhor em Casa” e a UBS. Vale sinalizar que profissionais visitaram as residências dos pacientes a cada 15 dias, utilizando o transporte fornecido pelo programa. Também foi viabilizado o registra do em prontuário específico, com garantia de sigilo profissional considerando as responsabilidades de todos os profissionais envolvidos do ponto de vista ético.
A eficiência do processo foi avaliada a cada 3 meses, com ajustes realizados conforme necessário. Ações futuras incluem a extensão do programa a mais pacientes, a produção de material informativo sobre suporte psicológico e a realização de pesquisa de satisfação das famílias atendidas. • Fortalecimento Familiar: Em 50% dos casos, houve fortalecimento do vínculo familiar, melhorando a adaptação da família à nova dinâmica de cuidados e favorecendo o bem-estar emocional. • Impacto do Envolvimento Familiar: A avaliação do impacto do envolvimento familiar na recuperação do paciente está em andamento. De forma qualitativa, já se percebe melhorias na condição dos pacientes após o envolvimento familiar. • Eficácia do Programa com Suporte Psicológico: Os resultados preliminares indicam que a integração do suporte psicológico pode aumentar a eficácia do programa. Pacientes que receberam esse suporte demonstraram melhoras superiores.
A implementação do suporte psicológico no “Melhor em Casa” desempenha um papel crucial na promoção do bem-estar dos pacientes e fortalecimento dos laços familiares. O envolvimento da família no cuidado tem impacto significativo na recuperação do paciente. Embora o fortalecimento familiar não tenha sido alcançado em todos os casos, houve melhora na adaptação da família à nova dinâmica de cuidados. Isso sugere que o suporte psicológico é fundamental para facilitar esse processo. Os resultados preliminares indicam maior eficácia do programa quando há integração do suporte psicológico. Os pacientes que receberam esse suporte demonstraram melhorias significativas em sua condição de saúde, ressaltando a importância de abordagens multidisciplinares e holísticas no cuidado domiciliar. A continuidade e expansão desse programa são fundamentais para atender às necessidades emocionais e sociais dos pacientes e suas famílias. Esperamos que este relato contribua para valorizar o suporte psicológico no cuidado domiciliar e inspire outras iniciativas semelhantes.
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Luzimar de Souza Melo, Amanda Marina de Lima, Andreia Regina da Silva, Juliana Moraes, Elizete Alves de Sozua