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O atendimento domiciliar a pacientes em processo de desospitalização exige planejamento criterioso e integração entre as equipes de saúde para garantir a continuidade e segurança do tratamento (SILVA, 2021). Este relato aborda o caso de um paciente no pós-operatório de artroplastia de quadril, com necessidade de antibioticoterapia parenteral domiciliar e a articulação entre Supervisão Técnica de Saúde da Região Oeste (STS Oeste), Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) e a Equipe Multidisciplinar de Atenção Domiciliar (EMAD Pinheiros), pois a área de abrangência em que a paciente reside não contempla antibioticoterapia em domicílio.
Descrever o acompanhamento domiciliar de uma paciente no pós-operatório de artroplastia total de quadril, que recebeu antibioticoterapia intravenosa no domicílio. O relato visa destacar o planejamento do tratamento, a atuação da equipe multidisciplinar para garantir a administração segura do antibiótico, o monitoramento da evolução clínica e a prevenção de complicações associadas ao tratamento em domicílio (MARTINS et al., 2020).
A paciente, com histórico de cirurgia recente de artroplastia total de quadril, apresentava sinais clínicos de infecção no período pós-operatório. Após a estabilização inicial no ambiente hospitalar, foi indicada a alta com continuidade do tratamento por meio de antibioticoterapia intravenosa no domicílio, visando reduzir riscos associados à internação prolongada, como infecções hospitalares e complicações relacionadas à imobilidade (COSTA, 2019). Após intermédio da STS Lapa Pinheiros, iniciou-se o tratamento domiciliar, ajustado conforme o perfil microbiológico identificado. A equipe multidisciplinar foi composta por enfermeiros, farmacêuticos e médicos, responsáveis por garantir a administração correta do antibiótico, monitoramento e manejo de reações adversas. A paciente foi acompanhada diariamente por 41 dias para administração do antibiótico via PICC (Cateter Venoso Central de Inserção Periférica), com troca semanal do curativo e acompanhamento das condições vitais e evolutivas.
Após 41 dias de antibioticoterapia domiciliar, a paciente apresentou melhora significativa, sem sinais de infecção residual ou complicações associadas ao acesso venoso. A mobilidade foi progressivamente recuperada com suporte fisioterápico. Após esse período, a paciente recebeu alta da EMAD, com encaminhamentos à reabilitação e acompanhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.
A desospitalização com antibioticoterapia parenteral mostrou-se eficaz e segura, destacando a importância da integração entre as equipes hospitalares e domiciliares para a redução do tempo de internação e promoção da recuperação em ambiente familiar (SANTOS, 2022). No entanto, desafios logísticos, como a garantia de suprimentos e a necessidade de orientações frequentes à família, foram identificados como pontos a serem aprimorados.
antibioticoterapia parenteral, desospitalização
GABRIELA SERAFIM SENHOR, JULIANA TRISTÃO DE OLIVEIRA, RAFAEL GIORGETI GRACIOLLI