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O manejo adequado do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) depende da integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Após a trombólise, a transferência ágil para unidades com capacidade de realizar cateterismo é essencial para garantir o tratamento definitivo e melhorar o prognóstico do paciente. A linha de cuidado do IAM preconiza que, após a administração do trombolítico, o paciente seja transferido para um hospital com serviço de hemodinâmica para realização do cateterismo, idealmente em até 24 horas. A articulação entre unidades de pronto atendimento e hospitais de referência é um componente crítico para o sucesso terapêutico. A ausência de integração pode comprometer a continuidade do cuidado e aumentar o risco de complicações. No Atendimento Médico Ambulatorial (AMA) 24h Parque Figueira Grande, a organização do fluxo de transferência foi estruturada com base em protocolos pactuados com a Rede Hospitalar (ReHosp), priorizando a estabilização clínica e a comunicação efetiva entre os serviços.
Demostrar a aplicabilidade da Articulação da Rede no atendimento a pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio.
Após a trombólise, os pacientes são monitorados na sala de estabilização e encaminhados para hospitais com serviço de hemodinâmica, conforme disponibilidade pactuada pela regulação municipal. A equipe assistencial realiza contato direto com os hospitais de referência, garantindo a continuidade do cuidado. O fluxo inclui preenchimento de ficha de regulação, envio de ECG e relatório clínico, além de acompanhamento do tempo porta–transferência. A articulação é reforçada por contato direto com a ReHosp em cada evento de trombólise para cessão de vagas e alinhamento de condutas.
A articulação com a ReHosp permitiu a transferência dos pacientes trombolizados para diferentes instituições, como o Hospital Municipal M’Boi Mirim (42%), Beneficiência Portuguesa (21%), Instituto do Coração – INCOR (16%) e Hospital Dante Pazzanese (11%). O tempo médio porta–transferência foi de 4h57min31s, refletindo o esforço da equipe em garantir encaminhamento ágil mesmo diante de limitações logísticas. Pode ser observada a melhoria qualitativa na condução dos casos percebida pela equipe assistencial. A integração entre os serviços favoreceu a realização do cateterismo em tempo oportuno, contribuindo para a redução de complicações e para a melhoria dos desfechos clínicos. A experiência reforça a importância da articulação interinstitucional como elemento central na linha de cuidado do IAM.
A articulação eficaz entre a AMA 24h Parque Figueira Grande e os hospitais de referência foi determinante para garantir o tratamento completo dos pacientes com IAM. A organização do fluxo de transferência e o alinhamento com a rede hospitalar contribuíram para a preservação da vida e para a qualificação da assistência. A experiência destaca o papel da gestão integrada na construção de uma rede resolutiva e segura.
Rede de Atenção, Urgência e emergência; Infarto
LAURENTINO ELIAS DA SILVA, SIMONE MARA ANDRADE DE PAULA