Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
A cobertura vacinal é um indicador de saúde relevante, para que o serviço de saúde garanta o cumprimento da meta estipulada pelo Ministério da saúde, é necessário o cumprimento de uma série de condutas e o planejamento de ações que incluam desde a gestão e a estrutura da unidade até a administração de imunobiológicos. Os dias atuais são caracterizados pelo constatante questionamento referente as ações de saúde. Em geral o acesso à internet e buscas de respostas rápidas, o usuário recebe informações superficiais ou equivocadas de determinado assunto, impulsionado pela liberdade de escolha e aversão ao risco, a saúde passa a ser pensada como uma questão de responsabilidade individual, negligenciando ações como a vacinação por exemplo. Lençóis Paulista está localizada no Centro-Oeste Paulista, com uma população de 66.505 pessoas (IBGE, 2022). No âmbito da saúde o município possui, em nível primário, uma estratégia de Atenção Primária a saúde (EAP) e 16 equipes de saúde da família. A atenção primária a saúde foi responsável por vacinar 9.820 pessoas entre 0 e 15 meses de janeiro a dezembro de 2023 entre 10.741 contidas em nossos cadastros neste período. Para alcançar estes números o município utilizou a estratégia como parte do planejamento para alcançar a meta de vacinação. Evidências numéricas relacionadas ao aumento expressivo da cobertura vacinal no município condicionadas a mudança de estratégia e planejamento de ações, justificam a explanação desta experiência exitosa.
II. OBJETIVO II.1 OBJETIVO GERAL Descrever a importância do planejamento, articulação e execução de estratégias em rede para o alcance de metas estabelecidas pelo Ministério da saúde na vacinação. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Dissertar sobre os acertos e erros da estratégia realizada; Descrever a importância do planejamento, estratégia e articulação no serviço de saúde. Ressaltar o baixo custo das estratégias;
No contexto municipal foi percebido um declínio na vacinação de crianças até 15 meses, dentro do aprazamento correto. A realização de busca ativa pelo Agente Comunitário de saúde, que levava bilhetes de atraso vacinal não estava sendo efetivo para o comparecimento e atualização de vacinação pelo responsável, algumas das reclamações eram o horário da sala de vacina, que em geral ficava aberta das 8h as 16h30 de segunda a sexta-feira, com 1 hora de almoço. O município optou por implantar o programa saúde da hora e estender o horário de atendimento das unidades de saúde até as 22h00, desta maneira com o aumento de recursos humanos foi possível abrir as salas de vacina das 8h00 as 21h30 de segunda a sexta-feira e aos sábados das 07h00 as 12h30. Porém esta ação não convergiu em mais vacinações, o público que procura a sala de vacina no período noturno ou aos sábados é muito inferior ao esperado. Realizamos um diagnóstico e traçamos uma estratégia para alcançar a vacinação desta faixa etaria: Acompanhamento semanal da cobertura vacinal separadamente por unidade de saúde; Envio de cartas convocações para público-alvo antes da data da vacina, pelo ACS, informando o dia da vacina; Produção de relatório em “programa próprio”, das crianças com programação de vacinação naquele mês. Comunicação entre salas de vacina sobre a mudança de territorio de uma criança e sua familia. Atualização de cadastro constante pelo ACS, Solicitação do apoio do Conselho Tutelar na busca das crianças faltosa
Acreditamos na assertividade da implantação desta estratégia, além do significativo aumento na cobertura vacinal da faixa etária outros benefícios foram detectados durante este período. Durante todo processo de implantação foram realizadas discussões para esclarecer dúvidas trazidas pelas enfermeiras gerentes das unidades de saúde, este canal de comunicação permitiu que as auxiliares de enfermagem assim como as enfermeiras das unidades se sentissem acolhidas em suas dificuldades, disponibilizamos boletins mensais com os numeros atingidos (criança a ser vacina x vacinada) por unidade de saúde, o que permitiu que as unidades mais efetivas em suas estratégias se sentissem valorizadas, quando divulgamos que o município não atingiu a meta de vacina, isso não gera a responsabilidade necessária aos territórios, não permitindo que se crie estratégias diferentes para cada. A interação da equipe na busca ativa das crianças, é algo muito positivo, apesar das inúmeras orientações de interação entre enfermagem e ACS, com o monitoramento isso ocorreu de maneira muito natural. Ainda temos desafios, a ampliação da faixa etária analisada, o lançamento correto das doses entre outros. Mantivemos o alcance de 95% da vacinação de crianças entre 0 a 15 meses ao longo do ano de 2023 e 2024.
Concluímos que a estratégia ajudou na co-responsabilização e aproximação entre vigilância e atenção primária a saúde criando um canal direto para que a informação chegue sem ruídos, e com rapidez necessária melhorando a comunicação entre os serviços tendo como resultado final a prevenção de doenças. A manutenção do alcance das metas de vacinação na faixa etária 0 a 15 meses nos mostrou que o planejamento e monitoramento individualizado por sala de vacina é mais efetivo e traz a possibilidade de personalização de estratégias por sala de vacina, alcançando um dialogo mais proximo com a comunidade local e suas necessidades.
vacinação, atenção primaria a saúde,
SANDRA ESTER ALVES