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O Diabetes Mellitus é uma das doenças crônicas mais prevalentes no mundo e se constitui em um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. Diante deste cenário, o Ministério da Saúde criou o Programa de Automonitoramento Glicêmico, voltado para os pacientes insulinodependentes, como ferramenta para direcionar os profissionais de saúde e a assistência farmacêutica para o fornecimento contínuo dos medicamentos, adesão ao tratamento, automonitoramento adequado, assim como acompanhamento da condição clínica dos usuários nos serviços de saúde. Utilizando da formação de vínculo proporcionado pela atenção primária à saúde a assistência farmacêutica da UBS Jardim Guarujá tem papel estratégico para a promoção do autocuidado e prevenção de agravos, por meio de um atendimento humanizado, integral, facilitador e resolutivo às pessoas com Diabetes Mellitus.
Desenvolver um modelo de acompanhamento efetivo e humanizado para estimular o autocuidado e facilitar o acesso dos usuários do Programa de Automonitoramento Glicêmico, cadastrados na UBS Jardim Guarujá, atendendo protocolo clínico do programa e garantindo o acesso integral para o usuário.
São realizados grupos educativos mensais com a convocação dos pacientes cadastrados e seus familiares. Também são ofertadas consultas farmacêuticas e nutricionais individuais para os pacientes com maior necessidade, otimizando as consultas médicas e consultas de enfermagem, incluindo a avaliação do pé diabético. O modelo teve início no último trimestre de 2018 e foi adequado em 2019 e 2020 durante a pandemia para atendimentos individuais realizados pela farmacêutica, reforçando o vínculo usuário/profissional, retornando a grupos em 2021.
Os profissionais contam com informações mensais de pressão arterial (PA), peso, altura e as leituras do glicosímetro nas consultas para melhor acompanhamento da evolução clínica do paciente. Durante esse período observou-se uma maior adesão, com média de 200 pacientes/mês. No último trimestre de 2018, a adesão variava em cerca de 77%. Atualmente o grupo conta a participação de aproximadamente 87% dos pacientes, tanto nos grupos educativos, como nas consultas médicas e dos demais profissionais, além de uma maior taxa de adesão às coletas de Glicemia e Hemoglobina Glicada trimestrais.
Foi possível perceber os pacientes mais atentos à leitura dos glicosímetros, sempre participativos e dividindo experiências com os demais. A adesão da avaliação do pé diabético também melhorou, diminuindo assim a necessidade de busca por faltosos. O modelo apresentou-se efetivo para usuários e profissionais de saúde, fornecendo ferramentas para os profissionais realizarem um melhor acompanhamento e orientações para os pacientes conduzirem melhor seu autocuidado, inclusive com maior participação nos grupos de atividades físicas.
Assistência Farmacêutica, Insulinodependente
RENATA CRISTINA CACAU DE CARVALHO