Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
O traumatismo cranioencefálico (TCE) representa um importante agravo à saúde, com repercussões funcionais, emocionais e sociais que demandam acompanhamento contínuo e integrado na Rede de Atenção à Saúde (RAS). Após a alta hospitalar, muitos usuários permanecem vulneráveis à descontinuidade do cuidado, reinternações e agravamento das sequelas, especialmente em municípios de pequeno porte. No município de Vista Alegre do Alto (SP), identificou-se a necessidade de fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) como coordenadora do cuidado de uma usuária jovem com sequelas graves de TCE, garantindo acesso oportuno à reabilitação, cuidado domiciliar e acompanhamento longitudinal no território. A experiência foi desenvolvida a partir da articulação entre a Unidade Básica de Saúde e o Centro de Fisioterapia municipal, envolvendo equipe multiprofissional e a família como parte ativa do processo terapêutico. A iniciativa reafirma os princípios do SUS ao assegurar universalidade do acesso, equidade no cuidado a uma usuária em situação de alta vulnerabilidade e integralidade das ações, por meio da atuação interdisciplinar e da coordenação do cuidado pela APS. Além disso, evidencia uma estratégia de baixo custo, alta resolutividade e potencial de replicabilidade em outros municípios.
Descrever a experiência de cuidado multiprofissional coordenado pela Atenção Primária à Saúde no acompanhamento de uma usuária com sequelas decorrentes de traumatismo cranioencefálico grave, evidenciando a APS como ordenadora do cuidado na Rede de Atenção à Saúde. Demonstrar como a atuação interdisciplinar, o cuidado domiciliar e a participação da família contribuíram para a reabilitação funcional, emocional e comunicativa da usuária, reduzindo riscos de agravos, promovendo autonomia e fortalecendo o cuidado longitudinal no território.
A experiência foi desenvolvida no município de Vista Alegre do Alto (SP), a partir da inserção de uma usuária adulta com sequelas graves de TCE no acompanhamento da Atenção Primária à Saúde, após alta hospitalar prolongada. As ações ocorreram no território, com atendimentos domiciliares e acompanhamento contínuo pela Unidade Básica de Saúde, em articulação com o Centro de Fisioterapia municipal. A equipe multiprofissional foi composta por fonoaudióloga, fisioterapeuta, psicóloga, enfermeira e médico da APS, que atuaram de forma integrada no planejamento, execução e avaliação do cuidado. O plano terapêutico foi construído de maneira compartilhada, considerando as necessidades clínicas, funcionais e psicossociais da usuária, bem como o contexto familiar. Foram realizadas avaliações periódicas, atendimentos semanais, orientações aos cuidadores, reuniões de equipe para discussão do caso e ajustes do plano terapêutico. As intervenções contemplaram reabilitação da deglutição e comunicação, estimulação motora e funcional, cuidados de enfermagem, acompanhamento médico e suporte psicológico, priorizando a integralidade, a longitudinalidade e a coordenação do cuidado pela APS.
A experiência resultou em avanços expressivos na reabilitação funcional e na qualidade de vida da usuária, evidenciando a efetividade do cuidado multiprofissional no território. Observou-se melhora progressiva da mobilidade, da comunicação oral e da autonomia para atividades da vida diária, além do fortalecimento emocional e do vínculo com a equipe de saúde. Destaca-se a retirada gradual de dispositivos invasivos, a redução do risco de complicações e a transição do cuidado domiciliar para atendimentos na UBS, demonstrando a capacidade da APS em coordenar o cuidado de forma contínua. A participação ativa da família foi fundamental para a adesão ao plano terapêutico e para a manutenção dos ganhos funcionais. A experiência resultou em avanços expressivos na reabilitação funcional e na qualidade de vida da usuária, evidenciando a efetividade do cuidado multiprofissional no território. Observou-se melhora progressiva da mobilidade, da comunicação oral e da autonomia para atividades da vida diária, além do fortalecimento emocional e do vínculo com a equipe de saúde. Destaca-se a retirada gradual de dispositivos invasivos, a redução do risco de complicações e a transição do cuidado domiciliar para atendimentos na UBS, demonstrando a capacidade da APS em coordenar o cuidado de forma contínua. A participação ativa da família foi fundamental para a adesão ao plano terapêutico.
A experiência evidencia que a Atenção Primária à Saúde, quando fortalecida e articulada, é capaz de coordenar o cuidado de usuários com condições complexas, garantindo integralidade, equidade e cuidado humanizado no território. A atuação multiprofissional integrada mostrou-se essencial para a reabilitação e para a promoção da autonomia e da reinserção social da usuária. Trata-se de uma experiência de baixo custo, alto impacto e fácil replicabilidade, especialmente relevante para municípios de pequeno porte. Seus resultados reforçam a importância da APS como eixo estruturante da Rede de Atenção à Saúde e apontam caminhos para qualificar o cuidado pós-alta hospitalar no SUS, com potencial para inspirar outras realidades municipais.
Traumatismo Cranioencefálico, Atenção Básica
SILVIA HELENA DE ASSIS, GRAZIELE GÉLIO TOSTA, KAROLLINE MICHELLE PEREIRA NUNCIO