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O Programa Melhor em Casa ocupa- se em prover cuidado domiciliar para pacientes que precisam de atenção contínua e atendimentos com espaçamentos curtos, deste modo evita internações prolongadas e ajusta a eficiência do sistema de saúde, visto que busca a desospitalização segura, fazendo com que os leitos hospitalares sejam disponibilizados. Esse programa se concretiza com as equipes de atendimento domiciliar, conhecidas com EMAD. É organizada através da PORTARIA GM/MS Nº 3.005, DE 2 DE JANEIRO DE 2024 Na região Oeste de São Paulo, essas equipes tem se transformado ao longo dos anos, tanto em termo de composição da equipe profissional como na atuação em complexidade de assistência domiciliar. A primeira equipe de EMAD ocorreu em 2017, e atualmente contamos com três equipes de atendimento domiciliar e uma equipe multidisciplinar de apoio (EMAP), fazendo cobertura de 32 Unidades Básicas de Saúde, perfazendo o território das Supervisões Técnicas de Saúde Lapa Pinheiros e Butantã.
Relatar o histórico das equipes de atendimento domiciliar. Evidenciar o impacto da portaria 866/2024 no quesito de desospitalização.
Foi realizado o resgaste histórico através dos relatórios de gestão para ter a compressão da formação das equipes e atuações. Para o entendimento do impacto da portaria 866/2024 foi consultado o sistema de informação domiciliar – SISEMAD, o qual tem fornecimento através diretamente das equipes que contém mais de 23 tipos de informações diferenciadas, como: proveniência, qual nível de assistência, tempo de atendimento com a EMAD, dispositivos de suporte a vida, uso de suporte ventilatórios e outros. Foi acessado o painel de gestão do atendimento domiciliar, sendo que esse é diretamente alimento pela produção da equipe, através do E-SUS.
Em relação a implantação das equipes temos: Em 2017 haviam as EMAD Jardim. Edite, no território de Pinheiros e 2 EMAD do Butantã (EMAD V. Borges e EMAD Jardim. Jaqueline) que por serem da administração direta, estavam com RH bastante diminuído. No final de 2018, foi implantada na STS Butantã a EMAD V. Sônia, em substituição às 2 equipes sob gestão da administração direta. Em novembro de 2020 iniciou-se a implantação, na STS Lapa Pinheiros, da EMAD Lapa, para cobertura de toda a região da Lapa. Atualmente está em funcionamento no Hospital Sorocabana. Em 2022 as equipes da Lapa Pinheiros houve a ampliação para o funcionamento das 7 às 19h, de segunda a segunda. Otimizando os atendimentos e facilitando a desospitalização. Em 2022 foi implantado a EMAP Lapa, que fornece apoio as EMAD Lapa Pinheiros. Na STS Butantã está com previsão para 2025 a ampliação de horário e uma EMAP. As 3 EMAD da CRS Oeste apresentam, cada uma, a capacidade de atendimento de absorver 70 a 80 pacientes por equipe. Em relação a atendimentos em 2017 houveram 8336 atendimentos, sendo para o ano de 2024 foi de 46451. Sobre os casos de elegibilidade em 2017 foram elegíveis aos 102 pacientes, enquanto para 2024 houve um total de 1360 pacientes para admissão. A causa principal para admissão é o Acidente Vascular Cerebral. Outro ponto muito importante para a modificação a implementação da portaria 538 de 2022, sendo atualizada para 866 de 2024. Havendo um incremento superior a 65% de desospitalização.
Atuar na desospitalização é caminhar juntamente com a rede hospitalar e neste momento estamos fazendo todo esforço para alinhar com esse ponto. Um outro fator é que estamos ajustando o MMH para trazer segurança na desospitalização. Manter o monitoramento é fundamental para apoiar o crescimento das equipes. Entendo que a portaria 866/2024 que é pautado por “Atualiza os indicadores de qualidade, produção e monitoramento para os contratos de gestão e parcerias celebrados pela Secretaria Municipal da Saúde com Organizações Sociais, da Rede Assistencial das Supervisões Técnicas de Saúde – RAST e do Componentes Hospitalar, bem como dispõe sobre o acompanhamento assistencial desses contratos.” Tenha gerado uma resistência no início, mas entendemos como positivo depois de verificar a nova forma de atuação e captação de pacientes.
atendimento domiciliar, desospitalização
VERONICA DE PADUA MELLO, JAQUELINE DUTRA DE ANDRADE OLIVEIRA, GABRIELLA MENDES DE OLIVEIRA, PATRICIA FREIRE DE ALMEIDA