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A adolescência caracteriza-se por transformações físicas, psicológicas e sociais, com progressiva emancipação da família e da escola. (Ozela & Aguiar, 2008). Teorias psicológicas se referem à síndrome da adolescência normal, caracterizada por reações típicas, que podem ou não configurar problemas. É um período de fermentação e escolhas, com estilos de vida e valores em formação. (Busmann & Pretto (2017). Estas características são nítidas na população urbana e são impactadas pelo ambiente. Conforme Busmann & Pretto (2017) sempre foi desafiador atender adolescentes pela intensidade com que eles vivenciam suas emoções e estarem construindo sua identidade, sendo comum a prática de se cortarem. A adolescência é uma fase do desenvolvimento, diversos fatores influenciam a constituição da personalidade, assim como, maior a incidência de agravos em saúde mental. Também é um desafio as mudanças físicas, emocionais e sociais, como as transformações envolvendo a sexualidade, a intensidade e o extremismo das emoções, as novas relações e responsabilidades, bem como as transformações e conflitos familiares. Conforme Ozela e Aguiar (2008) o caminho de mudança para o protagonismo deve ser trilhado coletivamente, e o sistema de saúde deve ver como uma de suas missões, ajudar a tirar a adolescência do lugar de bode expiatório dos problemas sociais, incluindo-a por meio de sua efetiva participação, resultando assim na diminuição dos problemas desta importante etapa do desenvolvimento.
Atendimento de adolescentes para promoção de saúde mental e prevenção de automutilação.
Grupo de psicoterapia, na psicoterapia de grupo o terapeuta procura facilitar a participação e interação dos membros, de modo que eles possam verbalizar livremente seus pensamentos e emoções. Atividades compostas diretamente por um profissional de psicologia como facilitador dos atendimentos e indiretamente pelos demais profissionais da UBS, principalmente a médica psiquiatra.
O grupo contou com a participação de quinze adolescente, sendo cinco de forma ininterrupta, sete obtendo alta do acompanhamento e três abandono/evasão. Observa-se que todas as participantes deixaram de se automutilar ou tiveram diminuição dos episódios. Todas continuaram relatando sintomas de ansiedade ou tristeza recorrentes, mas apresentaram maior autonomia para lidar com esses sintomas negativos em seu dia a dia. Para as pacientes que realizaram acompanhamento de forma contínua foi prescrito medicamentos pela psiquiatra da UBS.
Conclui-se que a adolescência é um momento desafiador, os genitores esgotam suas capacidades de auxiliar os filhos frente automutilação, buscando ajuda profissional na UBS. As adolescentes passaram a entender que ansiedade e tristeza em muitos momentos são inerentes ao viver, sendo que neste período de vida elas tendem a vivenciar com mais intensidade suas emoções e por estarem construindo sua identidade, fatores que ficam claramente evidenciados durante os atendimentos, acabam se patologizando em demasia, se auto comparando com conhecidos ou redes sociais ou buscam lidar com os sentimentos adversos de forma errôneas, como, automutilação.
adolescente
JOEL HUGO POLONI, GISELE MARIANE CALIXTO DA SILVA SANTOS