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A dor torácica é uma das principais queixas em Unidades de Pronto Atendimento e pode estar relacionada a condições graves, como a Síndrome Coronariana Aguda (SCA), exigindo reconhecimento e intervenção precoces. A demora no diagnóstico e no início do tratamento impacta diretamente na morbimortalidade dos pacientes. Nesse contexto, a organização dos fluxos assistenciais e a atuação estratégica da enfermagem são fundamentais para garantir a efetividade dos protocolos clínicos. A implantação de um time de referência na UPA III Rio Pequeno surgiu como estratégia para otimizar o atendimento aos pacientes com dor torácica, assegurar o cumprimento dos tempos assistenciais preconizados e fortalecer a segurança do paciente. A experiência justifica-se pela necessidade de padronização do cuidado, agilidade no atendimento e melhoria contínua da qualidade assistencial em um serviço de urgência recém-inaugurado.
Relatar a experiência do time de referência da enfermagem na condução do Protocolo de Dor Torácica em uma Unidade de Pronto Atendimento, evidenciando sua contribuição para a agilidade do atendimento, organização dos fluxos assistenciais e melhoria da qualidade e segurança da assistência aos pacientes com suspeita de Síndrome Coronariana Aguda.
Trata-se de um relato de experiência desenvolvido no período de abril de 2024 a abril de 2025, em uma UPA III recém-inaugurada. Foi instituído um time de referência composto por enfermeiros e técnicos de enfermagem, com a finalidade de otimizar os fluxos assistenciais conforme o Protocolo de Manchester adaptado pela SPDM.O acompanhamento ocorreu por meio de observação direta das práticas assistenciais e análise de dados institucionais, com foco na melhoria dos tempos porta–eletrocardiograma e porta–agulha. As ações iniciam-se desde a retirada da senha no totem, com identificação precoce dos pacientes com queixa ou sinais de dor torácica, priorização na classificação de risco, abertura do protocolo de dor torácica, encaminhamento imediato para realização de ECG e avaliação médica.
Observou-se maior agilidade no atendimento aos pacientes com dor torácica, com abertura imediata do protocolo desde a classificação de risco. O fluxo assistencial contínuo permitiu a realização rápida do eletrocardiograma, encaminhamento à sala laranja e avaliação médica oportuna.Após definição diagnóstica, os pacientes foram direcionados para tratamento imediato, sala de emergência ou observação com coleta seriada de troponinas, conforme conduta médica. A liderança da enfermagem no processo contribuiu para o cumprimento dos tempos assistenciais preconizados, redução de atrasos e melhor organização do atendimento. Destaca-se a presença de técnico de enfermagem junto ao totem, possibilitando identificação precoce da queixa e agilização do fluxo assistencial. Nesse período, de acordo com os nossos dados e pelo indicador do protocolo de dor Torácica, tivemos melhora no tempo porta- ECG de 12 min, o que anteriormente era 20 min.
A experiência demonstra que a atuação do time de referência da enfermagem é essencial para a segurança, agilidade e efetividade do atendimento aos pacientes com dor torácica em uma UPA. A condução do protocolo pela enfermagem, desde a identificação inicial até o encerramento ou desfecho do caso, fortalece a organização do fluxo e a integração multiprofissional. A estratégia contribui para melhores desfechos clínicos, maior segurança do paciente e consolidação do papel estratégico da enfermagem na urgência e emergência, reforçando a importância de modelos assistenciais estruturados e baseados em protocolos. Ainda estamos em processo de melhoria do tempo porta x ECG, sendo o nosso tempo meta 10min .
Sindrome coronariana Aguda, Liderança Enfermagem
MARCELA REGINA QUEIROZ DE ALMEIDA, THAIS LOZOVOI TOMAZ, JULIANA FOLCO DE SOUZA, SILMARA QUINTANA SANTOS DA SILVA