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Mundialmente, a diabetes mellitus (DM) se tornou um sério problema de saúde pública. Atualmente, existem 537 milhões de adultos com diabetes em todo o mundo e a previsão é que esse número aumente para 643 milhões em 2030. Com o avanço da DM, principalmente tipo 2, surgem complicações que podem ser associadas a uma maior morbimortalidade. Dentre elas a neuropatia diabética (ND), definida como uma complicação crônica comum do diabetes, caracterizada por danos aos nervos periféricos.
Identificar a presença de neuropatia diabética em pacientes atendidos nos grupos de HIPERDIA da atenção primária do município de Presidente Prudente/SP.
Avaliadas 30 pessoas com diabetes tipo 2 de ambos os sexos, com idade maior que 50 anos, participantes do grupo de HIPERDIA de duas estratégias de saúde da família do município de Presidente Prudente/SP, e classificados como médio e alto risco (grupos amarelo e vermelho). Após a realização de educação em saúde, com palestras sobre o tema e entregue material educativo sobre os cuidados com os pés, os pacientes diabéticos foram avaliados, através do uso de estesiômetro com monofilamento laranja de 10 gramas, diapasão de 128 Hz e palito com ponta fina e grossa, para observar o grau de diferentes tipos de sensibilidade nos pés. A resposta foi registrada como positiva se o paciente referia sensibilidade, e anotadas em instrumento específico para esse fim. Foi avaliada também a história clínica, exame físico com palpação dos pulsos pedioso e tibial posterior e alterações dermatológicas.
A prevalência de neuropatia diabética encontrada foi de aproximadamente 30% entre os avaliados. Os pacientes que apresentaram alterações na sensibilidade, receberam orientações nutricionais com a nutricionista da equipe multidisciplinar, além de agendado retorno para reavaliação e acompanhamento com a equipe (médico e enfermeira) dentro de 3 a 6 meses. Os pacientes com alteração nos pulsos foram encaminhados para avaliação com médico vascular e agendado retorno para reavaliação e acompanhamento com a equipe dentro de 2 a 3 meses. Todos os participantes foram orientados também individualmente sobre os cuidados com os pés.
Destaca-se a importância da avaliação dos pés dos diabéticos de maneira minuciosa, por todos os profissionais de saúde, especialmente o fisioterapeuta, envolvendo os pacientes em atividades educativas, visando a promoção do autocuidado e detecção precoce da neuropatia diabética, evitando assim, os agravamentos decorrentes da doença.
Fisioterapia na neuropatia diabética, pé diabético
MANUELA DE MATTOS FIORONI, FERNANDA CORRÊA YAMASHITA