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O uso de medicamentos no domicílio é frequente entre pacientes com doenças crônicas e usuários acompanhados pela atenção básica. O manejo inadequado das medicações pode resultar em erros de administração, baixa adesão ao tratamento e riscos à segurança do paciente. A auditoria de medicação no domicílio, associada a ações educativas, destaca-se como estratégia para promover o uso seguro e racional de medicamentos, além de estimular a autonomia do paciente no cuidado com a própria saúde.
Relatar a experiência da auditoria de medicação no domicílio por meio de painel educativo e visitas periódicas, visando promover a autonomia do paciente e garantir o uso correto das medicações.
Foi elaborado painel educativo: estrutura com os dias da semana (segunda a domingo), utilizando desenhos simples representando jejum, café da manhã, almoço, jantar e hora de dormir. Este painel fica fixo na parede, na casa do paciente, em local de acesso frequente e visível. Durante as visitas, foram verificados nome do medicamento, dose, horários, forma de administração e compreensão do paciente, além da realização de orientações educativas individualizada. Foram realizadas visitas semanais ao paciente, para verificar se o mesmo estava realizando as tomadas diárias durante a semana, e para reposição dos medicamentos no painel.
Observou-se melhora na organização dos medicamentos e redução de erros relacionados à administração incorreta. Os pacientes demonstraram maior compreensão sobre o tratamento, aumento da adesão terapêutica e maior autonomia no manejo das medicações. O acompanhamento periódico possibilitou a identificação precoce de dificuldades e o fortalecimento do vínculo entre equipe de saúde e paciente.
A auditoria de medicação no domicílio, aliada ao uso de painel educativo e visitas periódicas, mostrou-se eficaz para promover o uso seguro de medicamentos e fortalecer a autonomia do paciente. A estratégia contribui para a qualificação do cuidado domiciliar e pode ser incorporada como prática rotineira nos serviços de saúde.
assistência, polifarmácia, adesão, medicamentos
JESSICA SANTANA LIMA, KARINA MARTINS DE QUEIROZ, ANDREIA MESQUITA DA SILVA