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A amamentação como recurso para alívio da dor em vacinação (Mamanalgesia) é validada cientificamente, mas subutilizada. Embora o Ministério da Saúde (Nota Técnica 2021) recomende a prática como medida não farmacológica para reduzir o sofrimento de recém-nascidos e lactentes, faltam treinamentos oficiais nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A experiência ocorreu em UBS de Jundiaí-SP, entre 2023 e 2025, envolvendo equipes de enfermagem e beneficiando lactentes e seus responsáveis. A importância para o SUS reside na implementação de Práticas Baseadas em Evidências e na humanização da assistência, qualificando o manejo da dor e fortalecendo o vínculo entre usuários e o serviço de saúde municipal. O projeto justifica-se pela necessidade de romper barreiras de conhecimento técnico e mitos que impedem a oferta de um cuidado integral e menos traumático na infância.
Capacitar profissionais de enfermagem sobre a técnica de mamanalgesia para alívio da dor em lactentes durante a vacinação em Unidades Básicas de Saúde. Avaliar o impacto do treinamento no conhecimento técnico da equipe e verificar se a intervenção resultou em aumento efetivo na oferta e na realização da mamanalgesia na rotina dos serviços de saúde participantes.
Estudo piloto com abordagem quase-experimental do tipo pré e pós-teste realizado em UBS de Jundiaí, SP. A experiência foi desenvolvida em quatro fases: 1) Observação inicial da dinâmica na sala de vacina; 2) Treinamento teórico-prático sobre amamentação e alívio da dor direcionado às equipes de enfermagem (enfermeiros e técnicos), com aplicação de questionários pré e pós-teste; 3) Avaliação da mudança de comportamento profissional mediante observação direta para verificar se o treinamento resultou em maior oferta da mamanalgesia durante os procedimentos; 4) Nova coleta de dados após 18 meses para validação da sustentabilidade e retenção dos resultados alcançados. O foco foi a integração do conhecimento à prática diária das equipes de imunização.
Antes do treinamento, a média de conhecimento era 4,5; 100% desconheciam a mamanalgesia na caderneta e 37,5% temiam engasgos. Pós-intervenção, a média subiu para 7,5 (p
O treinamento demonstrou ser eficaz para ampliar o conhecimento e a aplicação da mamanalgesia no SUS municipal, com resultados positivos sustentados após 18 meses. As reflexões evidenciaram que barreiras culturais e mitos técnicos (como o medo de aspiração) podem ser superados com educação permanente. Conclui-se que, para a consolidação da mamanalgesia como prática rotineira, é fundamental garantir a periodicidade das capacitações e o uso de suportes visuais (cartazes) nas salas de vacina para sensibilizar profissionais e usuários. A experiência projeta um futuro de vacinação humanizada, alinhada às evidências globais, fortalecendo o papel da enfermagem na promoção da saúde infantil e na satisfação das famílias atendidas.
Mamanalgesia, Aleitamento materno, vacinação
ISADORA TRINQUINATO ROSA, GERUSA DE OLIVEIRA MOURA CARDOSO, VIVIAN BETELLI