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Pacientes críticos internados apresentam condições agudas decorrentes da falência de múltiplos órgãos ou progressão de doença(1) e todos esses fatores contribuem para a fraqueza muscular e para o ciclo do imobilismo(2). A síndrome do imobilismo é um problema de saúde pública, visto que seus efeitos, prorrogam o tempo de internação, a taxa de morbimortalidade e aumentam os custos em saúde(3). Os sobreviventes de uma internação referem impacto na qualidade de vida e 29% não conseguem retornar ao trabalho um ano após alta(4). A mobilização precoce é essencial para o processo de recuperação e atualmente faz parte de indicadores de qualidade(5). Existem diversas ferramentas validadas para a unidade de terapia intensiva que avaliam a funcionalidade de pacientes internados, entretanto, nenhuma descrita que avalie o paciente na unidade de pronto atendimento a curto prazo. Considerações éticas: Em conformidade com a lei geral de proteção de dados.
Avaliar o índice de funcionalidade no momento da admissão e alta de pacientes internados na UPA e verificar a viabilidade de ferramentas de mobilidade aplicadas a curto prazo.
Trata-se de uma análise longitudinal, prospectiva, que incluiu pacientes com mais de 24 horas de internação na UPA e com fatores de risco para fraqueza adquirida. Foi utilizada a escala IMS (Intensive Care Unit Mobility Scale) para avaliação da funcionalidade e o MRC (Medical Research Council) para avaliação da força muscular periférica, aplicados no momento da admissão (D1) da fisioterapia e no desfecho (Dalta). Os instrumentos de avaliação sugeridos foram concordantes com as fases de mobilidade da Diretriz Institucional de Mobilização Precoce padronizada. Análise de dados: meta estipulada foi atingir a fase 3 ou IMS maior ou igual a 4 no desfecho.
45 pacientes tiveram atendimento motor com a fisioterapia entre junho a dezembro de 2023, 39 encontravam-se entre as fase 3 e 4 no momento do desfecho. 2 pacientes não saíram do leito e não atingiram IMS de 4, porém, apresentaram ganho de força muscular periférica, avaliada pelo MRC, ainda que não o suficiente para sair do leito. Nenhum paciente perdeu mobilidade entre a primeira e a última sessão de fisioterapia. 4 pacientes mantiveram a mesma mobilidade do momento inicial da internação na UPA.
Houve melhora no índice de funcionalidade de pacientes internados na UPA. O protocolo de mobilização está em processo de validação em literatura e verificação da aplicabilidade para a realidade do serviço.
Admissão, alta, mobilidade
Isabela Belarmino Oliveira de Castro, Karina Suzane Pereira Schapowal