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Eventos relacionados às quedas representam riscos à saúde física do paciente como fraturas, hematomas, luxações, piora do quadro de saúde, perda de mobilidade e de qualidade de vida e a saúde emocional, onde o paciente pode apresentar sentimentos negativos, como medo, estresse, redução da mobilidade por receio de nova queda e que podem evoluir para quadros depressivos. Ressaltamos que o risco de queda não está somente na questão do cuidado, mas também do ambiente, por isso é essencial que a questão da prevenção de quedas seja discutida com todos os colaboradores da unidade, desde a equipe de enfermagem, médicos até a equipe de limpeza e manutenção, além de orientar e conscientizar os pacientes e acompanhantes quanto ao risco de queda e como prevenir. A alta demanda de pacientes que ficam em observação até a melhora dos sintomas referidos ou diagnosticados, aguardando transferência para outros serviços de saúde, requer a adoção de estratégias de prevenção de quedas, o que por sua vez, exige avaliação criteriosa do risco de cada paciente atendido, onde são avaliados os riscos de forma individual e prescritos cuidados e ações conforme a necessidade de cada paciente. Este projeto se justifica pela necessidade de ampliar o debate acerca da prevenção de quedas de pacientes, melhorar a qualidade da assistência prestada e orientar os colaboradores da unidade quanto a importância do cuidado prestado através de uma visão holística, onde o paciente é assistido em sua integralidade.
Objetivo geral Realizar uma ação de segurança do paciente, utilizando adesivos nas pulseiras de classificação de risco que identifiquem os pacientes avaliados e que apresentam risco de queda, envolvendo os colaboradores da unidade, pacientes e acompanhantes, associando aos cuidados já realizados na unidade, como a identificação no leito. Objetivos específicos Otimizar a identificação dos pacientes com risco de queda; Avaliar adequadamente quanto ao potencial de risco de queda no acolhimento com avaliação de risco; Prevenir quedas de pacientes atendidos na unidade; Envolver todos os colaboradores da unidade (equipe de enfermagem, médicos, equipe de limpeza e manutenção) no projeto de segurança e prevenção de quedas; Humanizar a assistência; Orientar o paciente e acompanhantes quanto aos cuidados necessários; Estabelecer vínculo de confiança entre os profissionais da saúde e a comunidade assistida.
Trata-se de um relato de experiência exitosa, cujo termo um método em que são relatadas as experiências observadas e vivenciadas em determinada situação, e onde é possível analisar os principais pontos relacionados ao objetivo da pesquisa, elaborar estratégias a partir da observação e apontar aspectos positivos ou negativos, e os desafios encontrados durante a execução da pesquisa. É um método onde são descritas as experiências profissionais relacionada à ação proposta, troca de ideias, planejamento e implementação ações de melhora da qualidade da assistência e da segurança do paciente. Esse tipo de estudo permite a descrição de situações observadas pelos autores, cujo intuito aqui é reforçar a importância da aplicação das metas de segurança do paciente quanto ao risco de queda à humanização e melhora da qualidade da assistência. Após as reuniões para discutir e elaborar uma ação, optamos por confeccionar um adesivo para ser colocado na pulseira de classificação de risco, para identificar o paciente com risco de queda, que será utilizado na avaliação de risco e permanecerá na identificação do paciente durante toda a permanência, também utilizado para identificar o risco de queda no prontuário, além da placa de identificação do paciente no leito, identificando sempre o risco de queda e auxiliando para que os cuidados sejam ainda mais intensificados, utilização da cadeira de rodas para o deslocamento e indicação do risco de queda na plataforma ToLife.
A avaliação de risco de queda é realizada inicialmente na Avaliação de Risco, observando o potencial de risco de cada paciente, considerando que a ocorrência de uma queda pode comprometer o quadro clínico do paciente, prolongar a necessidade de tratamento e acompanhamento, dificultar a recuperação da queixa inicial, aumentar a necessidade de observação prologada e de transferência para outra instituição, além de impactar os custos de tratamento. Atuamos de forma preventiva e monitoramos o índice de quedas desde o ano de 2020, o número de quedas está muito abaixo do considerado aceitável, pois a unidade ultrapassa os 95% de conformidade preconizados pelo Ministério da Saúde, graças ao comprometimento de todos os colaboradores da unidade. Em 2022 houve um aumento de 50% na incidência de quedas em comparação com 2021, e em 2023 houve a incidência de 04 ocorrências de quedas até o mês de julho. A partir da implementação das medidas preventivas de risco de queda, de julho de 2023 até julho de 2024, período de encerramento da avaliação do projeto, não houveram registros. Após o período que corresponde à implementação destas medidas de prevenção de quedas e todo o trabalho de orientação aos colaboradores, pacientes e acompanhantes, reduzimos consideravelmente as ocorrências relacionadas a quedas.
O risco de queda é uma preocupação que exige ações efetivas dos profissionais da saúde para prevenir e evitar que esses eventos ocorram, além de exigir amplo conhecimento técnico e rápidas tomadas de decisões de toda a equipe multiprofissional acerca de como intervir de forma adequada em caso de queda. A ação utilizando os adesivos de indicação de risco de queda nas pulseiras de classificação de risco de Manchester, a identificação adequada no leito, na plataforma ToLife, o uso das cadeiras para o deslocamento dos pacientes, a manutenção do ambiente sempre limpo e organizado tem sido um sucesso desde as primeiras discussões sobre o tema e sua implementação na unidade. Celebramos os excelentes resultados das ações implementadas desde 2020, com redução do número de quedas em nossa unidade de forma gradativa com zero ocorrências de quedas entre julho de 2023 e julho de 2024, preservando a integridade física de nossos pacientes de forma humanizada e com a colaboração de todos os profissionais envolvidos na assistência.
Risco de queda; Qualidade; Segurança do paciente
RENATA DE CARVALHO LANA, MARCOS MAZZINI BRESSAN