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O aumento da demanda de internações e exames das Unidades de Pronto Atendimento – UPA levou à criação da Unidade de Transporte e Transferências (UTT), onde enfermeiros regulam o despacho de ambulâncias, buscando otimizar o uso dos recursos e aprimorar o atendimento. O objetivo do estudo é descrever a experiência dos enfermeiros do SAMU no processo de regulação da UTT para transporte de pacientes. Trata-se de um estudo de caso único, qualitativo e descritivo, realizado no município de Bauru (SP). Os resultados mostram que a implementação da UTT, a utilização de protocolos e uso de ferramentas digitais para registro e comunicação, garantiram um fluxo ágil e seguro. Ademais, reduziu o uso inadequado das viaturas de urgência e diminuindo o tempo de espera dos pacientes nas Upas. Porém, desafios persistem como a necessidade de mais ambulâncias, recursos e treinamentos para os profissionais, reforçando a importância de investimentos na gestão do transporte de pacientes.
Descrever a experiência de enfermeiros do SAMU com o processo de regulação de despacho de ambulâncias pela UTT, no transporte de usuários das UPA para internações hospitalares e exames.
Trata-se de estudo de caso único(YIN, 2015), qualitativo e descritivo do processo experiencial de enfermeiros do SAMU, no município de Bauru, estado de São Paulo, com o fluxo de regulação de despacho de ambulâncias pela UTT, no transporte de usuários do SUS para internações hospitalares e exames.
Para o projeto da UTT: (a) levantou-se a demanda municipal de usuários nas UPA, para internações hospitalares e exames; (b) estimou-se o número de ambulâncias e os recursos humanos para a demanda;(c) elaborou-se protocolo de acionamento dessas ambulâncias;(d) elaborou-se planilha no Excel para registro de atendimentos dos usuários: nome, idade, hipótese diagnóstica, origem e destino, tempo resposta do chamado. Instrumento criado por Formulário Google, associado ao gmail do SAMU, onde seus enfermeiros procedem aos registros dos dados de usuários. Para implementação da UTT: (a) criou-se grupo de WhatsApp de enfermeiros das UPA, para comunicarem-secom enfermeiros do SAMU e esses registrarem na planilha os dados de pacientes com necessidades de transporte, para internações hospitalares ou exames;(b) enfermeiro do SAMU aciona a equipe, por um segundo grupo de WhatsApp. Ele é responsável por repassar os dados do usuário;(c) equipe e viatura dirigem-se à origem e em seguida ao destino;(d) a equipe, antes do embarque do usuário na ambulância, responsabiliza-se por checar a documentação, a identidade e a verificação dos sinais vitais (SSVV) do usuário. Embarque não recomendado na falta ou erro na documentação, assim como em situações de instabilidade dos SSVV do usuário; no caso de exames, a equipe aguarda a realização do procedimento, para retorná-los à origem; (f) equipe da viatura finaliza ao atendimento com a liberação da ambulância no grupo de WhatsApp.
A experiência tem se mostrado exitosa, para a solução do transporte de usuários do SUS para internações hospitalares e exames e, portanto, recomenda-se replicá-la em outros municípios. Por fim, ressaltam-se os avanços da experiência na redução do uso inadequado das viaturas destinadas às urgências e emergências, assim com a redução do tempo de permanência de usuários nas UPA, aguardando internações hospitalares e exames. Ademais, sinalizam-se os desafios a serem vencidos pela gestão municipal, relacionada à contratação de recursos humanos para aumentar o número de ambulâncias Tipo “A” e no investimento em treinamentos em serviço de enfermeiros das UPA e SAMU para a segurança do usuário no transporte.
Enfermeiros, regulação, equipes , transporte
SABRINA DOS SANTOS EVARISTO, MARIAH REINATO FERRÃO, ANA PAULA DELGALLO MERLI, SILVIA CRISTINA MANGINI BOCCHI, RITA DE CÁSSIA ALTINO