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O AME Santo André, unidade de atenção secundária com foco em diagnóstico, atende uma média de 257 pacientes oncológicos por mês. Iniciou o atendimento a pacientes oncológicos em setembro de 2022, com apenas duas poltronas para infusão de quimioterapia. Atualmente, o centro de infusão conta com 10 poltronas, box individual, cadeira para acompanhante, uma sala de emergência, um consultório médico e um consultório multidisciplinar, com equipe qualificada. A unidade realiza uma gama significativa de protocolos de quimioterapia, atendendo pacientes com câncer de mama, ovário, útero, glote, estômago, colorretal e próstata. Com o aumento das infusões, foram identificadas reações adversas à quimioterapia, alertando o Núcleo de Segurança do Paciente e o Departamento de Qualidade, o que resultou na implementação das Boas Práticas descritas neste projeto. As boas práticas adotadas visam garantir a segurança do paciente, assegurando a correta administração dos medicamentos e uma assistência qualificada. Essas ações são essenciais para otimizar o tratamento oncológico, reduzir o risco de erros e minimizar reações adversas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. O investimento em capacitação da equipe e na adoção de protocolos rigorosos contribui para um ambiente de tratamento mais seguro e eficaz, refletindo o compromisso com a excelência no cuidado oncológico.
O objetivo principal deste projeto é evidenciar que as boas práticas implantadas no centro de oncologia asseguram a rastreabilidade completa do paciente, o monitoramento contínuo de sua evolução e a mitigação eficaz dos eventos adversos, garantindo maior segurança e qualidade durante todo o tratamento. Além disso, busca promover uma assistência integral e personalizada, adaptada às necessidades de cada paciente, com foco na melhoria dos resultados clínicos e na otimização da experiência terapêutica. Ao implementar essas práticas, objetiva-se não apenas a redução de riscos, mas também a criação de um ambiente mais seguro e acolhedor, que favoreça a recuperação do paciente e a eficácia dos protocolos oncológicos adotados. A adoção dessas estratégias contribui diretamente para a excelência do atendimento, com impactos positivos na saúde dos pacientes e na qualidade do serviço prestado.
O plano de trabalho foi estruturado em etapas que se complementam, sendo conferidas e validadas para a elaboração dos relatórios e o desenvolvimento das ações em conjunto, conforme as etapas descritas a seguir: Implantação da agenda de pacientes por poltrona: • Desenvolvimento de uma agenda para monitoramento do tempo de ocupação de cada poltrona; • Início da rastreabilidade do paciente. Identificação dos boxes e bombas de infusão: • Colocação de placas visuais fixas com numeração de 01 a 10 nos boxes de infusão de quimioterapia; • Identificação fixa nas bombas de infusão, vinculada ao número de patrimônio do equipamento. Elaboração do check-list: • Criação de check-list para rastreabilidade do paciente; • Disponibilização do check-list para preenchimento pela equipe de enfermagem próxima ao paciente. Extração de relatórios das bombas de infusão: • Extração semanal de relatórios, contendo volume e tempo das quimioterapias administradas. Auditorias clínicas em prontuário: • Verificação do protocolo de quimioterapia prescrito em relação ao registro da infusão. Elaboração de relatórios: • Compilação e análise dos dados, com elaboração de relatórios trimestrais; • Envio dos relatórios para gestores e alta direção. Apresentação dos dados: • Apresentação das não conformidades à equipe multidisciplinar, com foco em melhorias e treinamentos necessários. Criação da Comissão de Eventos Adversos: •Formação de comissão multidisciplinar para discutir ajustes.
Boas Práticas no centro oncológico, aborda estratégias de rastreabilidade do paciente dentro do centro infusional. Permite a análise crítica de prontuário, associando a prescrição médica aos registros dos colaboradores. Esse projeto foi planejado com estratégias e etapas que se complementam, pois identificam em qualquer etapa do processo não conformidades. Evidência desde problemas técnicos, baixa adesão ao estudo, a falhas de registros e duplicidade dos mesmos. Dando base a elaboração de relatórios trimestrais para desenvolvimento da equipe assistencial, assegurando a interação entre processos e a criação de ações para mitigação dos riscos, como a Comissão de Eventos Adversos e oportunidades de melhorias no setor de oncologia, de modo a garantir maior segurança ao paciente durante sua jornada de tratamento no ambulatório médico de especialidades.
O estudo identifica melhorias significativas na assistência ao paciente, destacando que as principais quimioterapias associadas a reações adversas são o Docetaxel, Paclitaxel e Oxaliplatina. Ele permite a implementação de estratégias eficazes, ao identificar não conformidades por meio do cruzamento de dados. Através das reuniões da Comissão de Eventos Adversos, foram discutidas diversas situações, como um paciente que, apesar das alterações na conduta médica, continuava apresentando reações à quimioterapia, necessitando da suspensão do protocolo devido à gravidade das reações. O estudo também evidencia oportunidades de melhoria no treinamento da equipe assistencial, nos registros e na manipulação da bomba de infusão. A partir disso, foram propostas ações como a dupla checagem da quimioterapia, visando reduzir os riscos na administração de quimioterápicos, além de garantir a rastreabilidade do paciente ao longo de toda sua trajetória no centro infusional.
Boas Práticas, Centro Oncológico, Eventos Adversos
VALQUIRIA OLIVEIRA PETRARCO, VICTOR CHIAVEGATO, MARLENE SCALFO, CAMILA LADEIA BRITO, MERCIA CARRASCO